quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma análise sobre a adaptação psicossocial da criança diabética


O Diabetes é diagnosticado, não só em adultos, mas também em adolescentes e crianças. A incidência de diabetes infantil, em muitas partes do mundo, vai de 3 a 5 % por ano, tornando-a a doença endócrina mais comum a afetar crianças". Diabetes Voice 

Após o diagnóstico do diabetes é necessária a mudança de comportamentos e aquisição de novos hábitos. Quem melhor do que a criança para entender que esta é uma fase de aprendizagem espontânea por excelência.

Todo o investimento feito na modelagem do seu comportamento, ou seja, apresentação de modelos ideais que a criança possa imitar, nesta etapa, trará lucros ao longo de toda a sua vida.

Nenhuma criança absorve passivamente o que lhe é ensinado, uma vez que adapta toda essa informação às suas necessidades de crescimento, quer na experiência de situações frustrantes e traumatizantes, quer na experiência de situações de prazer, valorização e autonomia.

A diversidade de estímulos sociais constrói o seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, tornando-a única e com personalidade própria.

O diagnóstico do diabetes numa criança não afeta apenas a si,. mas abala toda a estrutura familiar, tanto no seu funcionamento prático do dia-a-dia (mudança de hábitos e horários alimentares), como também na sua esfera emocional e afetiva, vendo-se obrigada a lidar com várias angústias, dentre as quais: o choque perante o diagnóstico, a sensação de impotência para resolver a situação, a dependência dos profissionais de saúde, ter de infligir "dor" na sua criança, através das injeções e muitas vezes, culpa, e procura desesperada de explicação para o aparecimento do diabetes.

Ao lado desta família, como um todo, existe a criança que tem que lidar com as suas angústias individualmente. Deste modo, mostra-se imprescindível por parte dos profissionais de saúde, dar apoio que ofereça segurança e desmistifique os medos e expectativas, bem como um apoio a toda a família, de forma a promover o reequilibrio emocional, integrando esta nova situação.

A adaptação psícossocial das crianças ao diabetes depende da sua maturidade física, cognitiva e emocional. Divididos em três grandes faixas etárias, apresentamos em seguida, alguns aspectos que mais se evidenciam e para os quais os pais deverão ter maior atenção.

0-3 ANOS

A relação com os pais é primordial e são estes que alternadamente devem administrar insulina e medir glicemias num ambiente seguro e tranqüilo, uma vez que a incapacidade da criança em entender o tratamento leva a que este seja interpretado como uma punição.

Muitas vezes, por sofrimento e para compensar a criança, os pais podem tornar-se demasiado permissivos, não estabelecendo limites, regras e imposições que são fundamentais para o adequado crescimento da criança e sua integração num mundo social mais amplo.

4-7 ANOS

A criança tem uma vida imaginária muito fértil e não tem, como os adultos, a noção de causa-efeito na utilização do raciocínio lógico, podendo, assim, culpar-se pela sua doença ou sentir o tratamento como um castigo. A fantasia pode assumir proporções irreais.

Os pais devem abordar o assunto tentando perceber e desmistificar as dúvidas do seu filho, mesmo não sendo ele a apresentá-las.

Deve ainda ser percebida e antecipada a comparação que é feita com as outras crianças não diabéticas. 

8-11 ANOS

Nesta fase, as necessidades de identificação, de pertencer a um grupo, e de participar em jogos e atividades com os colegas, são fundamentais e devem ser estimuladas pelos pais e educadores que, por outro lado, muitas vezes as inibem, por exemplo, por medo das hipoglicemias.

A superproteção, além de impedir o que é mais importante nestas idades, a construção de uma auto-estima forte e auto-determinação, reforça as limitações e diferenças que a criança possa sentir. Isto não é sinônimo de permissividade total ou entrega dos cuidados do diabetes apenas à criança, uma vez que esta não tem ainda maturidade para gerir as doses de insulina a administrar nas diferentes situações, embora já tenha capacidade para fazer a auto injeção.

Aqui o gosto espontâneo pela aprendizagem deve ser aproveitado pelos pais, explicando odiabetes com a mesma naturalidade com que são explicadas outras matérias.

Devem ser ouvidos os pontos de vista da criança e "negociados" os comportamentos na medida do possível, estando desta forma a valorizar e estimular a sua autonomia. 



http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=68

Diabetes infantil e suas fases

A criança aceita as limitações do diagnóstico por ser ainda o centro das atenções e, muitas vezes, superprotegida pelos pais. Só com o tempo a criança percebe que limitações, como comer doce, cuidados com os pés, aplicação da insulina diariamente, são irreversíveis. Para a criança é difícil associar a picada da agulha à obtenção de bem-estar físico. Assim, o diabetes é sentido como punição, ou seja, a injeção adquire conotação de "castigo" por algo feito. Os pais, por outro lado, no momento do diagnóstico, acabam sentindo-se culpados, por acreditarem haver transmitido o diabetes para o filho, e neste caso, tendem a relacionar o diabetes com transmissão genética, como se tivessem "gerado errado o filho".

Na evolução da doença, é importante ressaltar que tanto os pais quanto a criança passam por algumas fases bem características:

Negação: agem como se não existisse o diagnóstico, ou seja, continuam com os mesmos hábitos alimentares, não fazem uso da insulina, alegando uma série de justificativas, atuam como se estivessem com total saúde.

Revolta: surge quando os sintomas da primeira fase se intensificam. Tendem a apresentar atitudes de rebeldia e um constante questionamento de "por que comigo?", fazem comparações com outras pessoas e um mau controle metabólico.

Barganha: nesta fase se faz pressente a busca de "processos mágicos" para garantir a cura, tais como "chás contra diabetes", pílulas miraculosas", "garrafadas" e simpatias, ou fazem o controle da doença de forma compulsiva. visando recompensa.

Aceitação: é uma transformação gradativa no comportamento, que gera conscientização e adaptação em relação à doença, levando a uma responsabilidade pelo seu estado geral.

 

Em todas estas fases, cabe ao profissional conscientizar o paciente e/ou a família a respeito desses fatores, no sentido de encaminhar o tratamento para um controle saudável.

Estas fases são dinâmicas, podendo ser alternadas, até a elaboração.

Observa-se, também, que a forma como os pais lidam com o diagnóstico acaba sendo determinante na aceitação da doença. Pais que se sentem muito ansiosos frente à doença acabam vivenciando inseguranças e angústia, e em função disto, tendem a agir com seus filhos de forma permissiva: às vezes o doce é permitido, como uma forma de compensar a ansiedade dos pais; ou, se o filho não quiser tomar insulina, por insegurança, os pais acabam aceitando as transgressões do tratamento. Com o passar do tempo, a criança vai percebendo que pode fazer "uso" do diabetes para a obtenção de coisas. Por exemplo, passar mal torna-se um meio de ter determinado carinho ou coisa material, e com isso, manipula os pais e as demais pessoas com a doença. Isto é o que se chama "ganho secundário da doença". Por outro lado, se os pais tomam atitudes superprotetoras, acabam por impedir o filho de exercer atividades normais, o que gera muita insegurança.

 

Diabetes na adolescência

Na adolescência existem transformações físicas e emocionais características; é um período de revisão e questionamento dos valores, momento de instauração da identidade. Com o diabetes, esses conflitos se intensificam e a doença, aqui, é vista como repressora: para o adolescente, qualquer atitude contrária a esses novos valores, que ainda são confusos para o próprio jovem, é visto como autoritarismo, algo que o reprime e impede. Neste contexto, o diabetes é sentido como algo que muda sua vida e o discrimina das outras pessoas.

É comum o adolescente com diabetes desafiar a doença: em vez de tomar duas doses de insulina prescritas, toma apenas uma "para ver o que acontece". Se não estiver conscientizado, o adolescente poderá também usar o diabetes para agredir as pessoas, especialmente os pais, imputando a eles a responsabilidade do tratamento, mesmo que haja algumas complicações agudas, tais como hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue) ou hipoglicemia (diminuição de açúcar no sangue). Isso não garante um controle adequado, pois é próprio do adolescente sentir que "pode tudo" (atitude onipotente): arrisca, na medida em que se sente "tolhido" pela doença.

Também apresentam-se como vítimas do meio e a enfermidade pode justificar sua incapacidade, indecisão e falta de êxito. Dunbar observou que os pacientes diabéticos jovens imputam ao médico sua falta de cooperação, baseada em uma "docilidade", ou culpam o médico ou as circunstâncias da vida pelo fracasso do controle metabólico.

 
                                   A vivência de uma doença crônica como o diabetes, pelo paciente e pela família, 

                             vai depender de vários fatores, como sexo, idade, vivência pessoal, que resultarão 
em uma dinâmica de reações frente às diversidade.


                                              Sabe-se que não é o diabetes que determina o tipo de personalidade, 

                              mas sim como cada pessoa com determinado tipo de personalidade lida com a doença.
              Por exemplo, pessoas com personalidade mais depressiva tendem a encarar a doença de forma autocomiserativa; pessoas com características mais saudáveis tendem a um autocontrole maior.





A  família
Muitas vezes o diabetes atua como exacerbador de todas as deficiências e conflitos familiares, sendo o portador depositário dessas dificuldades e frustrações. O diabetes atuaria como um agente de alteração na homeostase familiar. Famílias com padrões e estruturas muito rígidas tendem a lidar com a doença e com o paciente da mesma forma, ou seja, não permitem determinadas condutas ou ações do filho diabético, alegando riscos.

Muitas vezes, na fase da revolta do paciente, as família não conseguem lidar com isso e assumem a agressividade como sendo dirigida a eles (família), quando na verdade não o é. Isto torna o controle da doença muito prejudicado. Além disso, pais com pouca informação e com distorções sobre a doença tendem a produzir ansiedade, que passam para o paciente.

A rejeição dos pais em relação à doença pode acabar fazendo com que o doente a use para obter a atenção destes. Pais com uma dinâmica de medo e culpa tendem a restringir o paciente, prejudicando o desenvolvimento da sua personalidade. Observa-se também que atitudes superprotetoras levam o paciente a depender excessivamente da família. A preocupação constante dos pais refere-se a aplicação de insulina, ao futuro em relação à saúde, ao que pode ou não fazer, à dieta, às atividades físicas. Minuchim ao falar das famílias psicossomáticas relata: famílias com ausência de resolução de conflitos mostram distância entre os membros, mas, ao mesmo tempo, estabelecem um vínculo simbiótico, ficando o paciente como um depositário das neuroses familiares. Relata ainda que o sistema familiar tem propriedades de autoperpetuação. Isto significa que os vínculos que são modificados pela psicoterapia são mantidos um vez produzida uma mudança na família. É importante um trabalho educativo e psicoterápico também com a família, de forma que o vínculo paciente/doença/família seja resolvido de forma adaptativa e consciente. Na evolução da doença, é importante ressaltar que tanto os pais como a criança passam por algumas fases bem características. Em todas elas, cabe ao profissional conscientizar o paciente e/ou a família, no sentido de encaminhar o tratamento para um controle saudável.

http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=2439

Tabela Calórica

Quando se diagnostica o diabetes, seja ele tipo 1 ou tipo 2, logo ganham espaço as privações alimentares, tornando o tratamento mais penoso, pois requer muita disciplina do paciente. É o adeus aos doces, salgadinhos, frituras, festas e à simples decisão do que ele quer comer e quanto ele quer comer. É claro que as recomendações nutricionais para uma vida saudável não incluem essas práticas. É muito importante escolher alimentos de boa qualidade nutricional como cereais integrais, frutas, hortaliças, laticínios desnatados, carnes brancas e magras e evitar as frituras.
Contudo, atualmente podemos contar com a terapia de contagem de carboidratos, a qual oferece maior flexibilidade ao plano alimentar do diabético sem descuidar do bom controle glicêmico.
O método de contagem de carboidratos consiste em contar o total de carboidratos consumidos por refeição. Isto consiste em somar os gramas de carboidratos de cada alimento, obtendo-se informações em tabelas e rótulos. Pode-se, de acordo com a preferência do paciente e com os carboidratos pré-definidos por refeição, utilizar qualquer alimento.
Neste tipo de terapia é possível definir a quantidade de insulina rápida ou ultrarrápida em função da quantidade de carboidratos por refeição. Desta forma, o paciente consegue ajustar a dose de insulina quando comer mais ou menos alimentos, evitando assim a hiperglicemia e a hipoglicemia, respectivamente.
Para os pacientes que não usam insulina nas refeições, a contagem de carboidratos pode ser utilizada fazendo substituições dos alimentos do plano alimentar, levando em consideração as metas de carboidratos por refeições.
Mas por que contar carboidratos e não calorias?
Os macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) são os geradores de energia do organismo, são as fontes de glicose. Dessa forma, influenciam diretamente a elevação da glicemia, mas são absorvidos e utilizados de formas diferentes.
O carboidrato é o nutriente que mais afeta a glicemia – quase 100% são convertidos em glicose em um tempo que pode variar de 15 minutos a duas horas. As proteínas são convertidas em glicose entre 35% e 60% da ingestão em um tempo de três a quatro horas e somente 10% das gorduras podem ser convertidas, em aproximadamente cinco horas ou mais.
Porém, é preciso ficar atento às CALORIAS DOS ALIMENTOS! Manter um peso saudável é muito importante para a saúde!
Pré-requisitos para Contagem de Carboidratos:
1. Motivação do paciente (e/ou familiares) para:
• Contar os carboidratos;
• Realizar glicemias capilares mais frequentemente;
• Seguir orientações e anotar informações;
2. Equipe motivada e especializada na Terapia de Contagem de Carboidratos.
Para conhecer a Tabela de Contagem de Carboidratos do Ambulatório de Diabetes da Santa Casa de Belo Horizonte, clique Aqui.

Alimentação

A alimentação do diabético deve ser adequada de acordo com sexo, idade e nível de atividade física, sendo que podemos obter inúmeros benefícios com um cardápio balanceado:
• manter o peso ideal;
• alcançar níveis glicêmicos adequados;
• diminuir as complicações do diabetes.
O cardápio deve conter alimentos de todos os grupos de nutrientes.
Pirâmide alimentar:
1. Carboidratos:
São a base da pirâmide dos alimentos e são eles que fornecem energia para as diversas atividades do organismo. Pode-se dividir esse grande grupo em dois:
• carboidratos simples: balas, açúcar, doces em geral, que têm rápida absorção da glicose;
• carboidratos complexos: pães, massas, batatas e farinhas, que têm absorção lenta.
2. Fibras:
• Representam o segundo degrau da pirâmide e estão presentes na maioria das frutas, verduras e legumes;
• Diminuem a absorção da glicose, melhoram os níveis de colesterol e contribuem para o bom funcionamento do intestino.
3. Vitaminas e Minerais:
• Dividem o segundo degrau com as fibras, pois estão presentes nas mesmas fontes;
• São responsáveis pela regulação e garantia do bom funcionamento do nosso corpo.
4. Proteínas:
• Ocupam o terceiro degrau da pirâmide: são os alimentos construtores, representados pelas carnes, ovos, leites e derivados, além das fontes de proteínas vegetais como soja e feijões;
• Contribuem para a sustentação dos tecidos do corpo.
5. Lipídeos (gorduras):
• Estão no quarto e último degrau da pirâmide: são responsáveis por fornecer energia, porém geralmente já estão presentes em preparações e seu excesso contribui para o aumento do peso;
• O açúcar também compartilha o mesmo degrau, demonstrando a necessidade do consumo moderado.
6. Água:
• Não deve ser esquecida, pois hidrata e serve como transportador dos demais nutrientes.
O nosso organismo precisa receber quantidades adequadas de alimentos de cada um desses grupos. Portanto, para ter uma alimentação saudável, lembre-se da Pirâmide dos Alimentos. 
Fonte de pesquisa: www.espacodiabetes.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tabus Alimentares na Diabetes

Para que a adesão do diabético ao programa alimentar proposto seja satisfatória, é importante considerar seus hábitos alimentares anteriores ao Diabetes, uma vez que estes são reflexos de suas origens culturais, regionais e são profundamente influenciados pelo poder aquisitivo do indivíduo. A adaptação da dieta aos hábitos alimentares pré-existentes, sempre que possível, é a melhor conduta, pois, além do indivíduo, a família ficará mais integrada ao tratamento. Do ponto de vista econômico, o uso de alimentos já rotineiros, e que sejam adequados, oferece maior flexibilidade na escolha e impede a substituição por outros, às vezes impróprios e mais caros.
Outro aspecto importante, e que reforça a necessidade da orientação individual e educação continuada, é o efeito de certos tabus alimentares relacionados ou não com o Diabetes, como por exemplo:
* restrição ao uso de certos alimentos isolados ou combinados ou, ainda, estímulo ao consumo exagerado de outros, como por exemplo: diabético não pode comer beterraba, banana, caqui ou mesmo macarrão;
* restrição acentuada de carboidratos com aumento no consumo de proteínas e gorduras. Esta conduta pode ter sido orientada por profissionais de saúde não treinados, por leigos e, também, pode ter sido gerada pela falta de informações adequadas;
* exagerado valor quanto ao consumo de produtos dietéticos e carnes (proteínas) em detrimento do consumo de vegetais e frutas, muitas vezes considerados alimentos “dispensáveis”;
Outro fator importante é a adaptação da orientação alimentar às condições financeiras do diabético, procurando encontrar opções, quando o padrão econômico for baixo. Bons resultados são obtidos com hortas caseiras ou comunitárias.
Orientações práticas, relacionadas ao melhor aproveitamento dos alimentos e educação alimentar, também são exemplos de ações eficazes.


http://diabetes.tudosobre.org/dieta/tabus-alimentares-na-diabetes.html

Dicas para cuidar de criança diabética

Freqüentemente, os pais de crianças e jovens deparam-se com os seguintes problemas: intolerância e não aceitação de alimentos, desobediência aos horários estabelecidos de refeições, substituição de refeições normais por lanches ou, ainda, o hábito de se alimentarem em frente da televisão (“beliscar”).
A criança na fase pré-escolar (entre 1 e 6 anos), devido ao crescimento lento, apresenta diminuição do apetite, causando aflição nos pais, principalmente se esta criança for diabética.
Nesta fase há maior interesse no mundo que acerca do que nos alimentos.
Geralmente, desenvolve preferências alimentares, recusando alimentos que antes aceitava ou pedindo um alimento em particular. Este comportamento reflete uma forma de firmar sua independência ou cansaço pela dieta oferecida até então. Obviamente, esse comportamento gera ansiedade por comprometer o controle adequado do Diabetes na criança. Mas os pais deverão compreender que isto faz parte do desenvolvimento e é temporário. Durante esta fase, a dieta deve estar adequada às preferências da criança, mas esse comportamento não deve ser valorizado com promessas, presentes ou castigos. Os pais devem continuar a oferecer uma boa variedade de alimentos, em diferentes tipos de preparações, e manter o fracionamento da dieta, para evitar oscilações importantes da glicemia. Famílias que mantêm um bom padrão alimentar, variado, com horários preestabelecidos para as refeições, superam essa fase com tranquilidade. Por outro lado, famílias que já apresentam problemas quanto ao consumo alimentar terão maiores dificuldades com a criança, pois o núcleo familiar é a influência primária no desenvolvimento de hábitos alimentares.
O mesmo se aplica aos escolares (7 a 11 anos) que, nesta fase, além da família, ainda sofrem influência dos meios de comunicação e dos colegas. A mídia pode ter um efeito negativo sobre a alimentação na infância, já que os programas infantis incluem comerciais sobre alimentos para crianças. Estas mensagens comerciais incitam a criança a comer porque é “divertido”, “dá energia”, levando-as ao consumo de balas, achocolatados, biscoitos, petiscos e sanduíches de determinadas lanchonetes, ao invés da alimentação caseira. Isto poderá comprometer a alimentação e o controle metabólico de uma criança diabética. Este fato é realmente preocupante, pois, se por um lado há necessidade de uma dieta disciplinada (com controle de nutrientes e horários), por outro há uma criança que deseja e precisa participar da vida na sociedade em que vive.
Que atitude tomar nesta situação? Por certo esta dúvida já assaltou todos os pais de crianças diabéticas e muitos profissionais de saúde. A prática tem demonstrado que atitudes drásticas como simplesmente proibir o consumo não se reflete em resultado satisfatório, pois a proibição sempre gera curiosidade e revolta, levando a criança a encarar a atitude dos pais como um desafio e a comportar-se contrariamente às ordens que recebeu. Se, ao contrário, não houver proibição e sim diálogo esclarecedor, de forma que mesmo a criança pequena possa compreender, sua atitude será mais positiva, aceitando melhor suas limitações. Muitas vezes, a criança, ou mesmo o jovem, tentará consumir um alimento não adequado para comprovar se realmente é nocivo. Isto é compreensível e faz parte de seu aprendizado e aceitação do tratamento do Diabetes. Este comportamento não deve ser incentivado ou reprimido, apenas compreendido.
Muitos jovens diabéticos apresentam um comportamento desafiador diante do tratamento do Diabetes mellitus, inclusive com relação à dieta alimentar. Este tipo de comportamento pode representar uma fase de auto-afirmação, mas os pais devem estar atentos quanto a eles, pois muitas vezes o que parece ser o processo de desenvolvimento emocional pode ser uma forma de chamar atenção para si, o que nos deverá levar a refletir o quanto este jovem está sofrendo com sua situação. Já se abordou muitas vezes a importância da educação em saúde para o diabético e seus familiares e do acompanhamento psicológico de toda a família. Reforçamos esta idéia, pois, sem dúvida, os melhores resultados são obtidos quando o tratamento agrega vários profissionais que trabalham conjuntamente e, certamente, o apoio psicológico é fundamental. Outras situações bastante comuns aos jovem são os passeios e festas com amigos. Os aspectos que gostaríamos de ressaltar são relativos ao consumo de bebidas alcoólicas e aos episódios de hipoglicemias, que já foram abordados anteriormente neste trabalho.
Nossa mensagem final é a de que é de suma importância que olhemos para a criança e jovem diabéticos, antes de tudo, como crianças e jovens e não como diabéticos , pois o profissional de saúde deve tratar o indivíduo e não a doença.


http://diabetes.tudosobre.org/criancas/dicas-para-cuidar-de-crianca-diabetica.html

sábado, 2 de abril de 2011

O Símbolo do Diabetes


Membros da International Diabetes Federation (IDF), entidade que congrega cerca de 200 associações de pacientes e médicos em todo mundo e que luta pelos direitos de milhões de pacientes, foi para as ruas para saber se as pessoas conheciam o símbolo do diabetes.

Na Inglaterra, eles fizeram a mesma pergunta para diversas pessoas e ninguém sabia a resposta. “Um símbolo para o diabetes? Realmente não sei se tem”, foi uma das respostas.
E você? Sabe qual é o símbolo do diabetes?  Veja como foi criado e ajude a divulgar.

A ideia

Foi uma adolescente, Clare Rosenfeld, que fez a proposta ao prof. Martin Slink, na época presidente da IDF, em 2006. A IDF, que procurava uma imagem simples e facilmente reproduzida, encontrava a solução.

O círculo azul é tão simples que qualquer criança pode fazer brincando. Além disso, o ícone pode ser facilmente reproduzido a um baixo custo e integrado a qualquer campanha pelo diabetes.

A cor azul representa o céu e é a cor da Bandeira das Nações Unidas, enquanto o círculo é uma forma que transmite positividade e entendido como próspero por várias culturas e civilizações. No ano seguinte a criação do símbolo, a IDF ganhou um grande apoio da ONU e teve o diabetes reconhecido como prioridade.

Botons, desenhos, iluminação azul no formato do círculo têm se espalhado pelo mundo inteiro. A IDF deseja que o círculo azul seja identificado tão rapidamente quanto o laço ocorre com a luta contra a Aids.

Para o uso correto em peças comerciais, foi criado um Manual de uso, traduzido para cerca de 60 idiomas diferentes. Ou seja, tudo está feito para que o símbolo ganhe realmente o mundo.
Faça uma pesquisa entre seus amigos, perguntando se conhecem o símbolo do diabetes. Se a resposta for negativa, faça sua parte e divulgue.
http://www.walterminicucci.com.br/simbolo-do-diabetes/

Diabetes e outras medicações

Várias vezes, por outros problemas de saúde, temos que tomar remédios (antiinflamatórios, antitérmicos, antibióticos, etc.), que nos são receitados.

O que fazer

Diga ao médico que você tem diabetes. Peça instruções de como proceder para controlar o seu diabetes, se for tomar medicamentos que possam aumentar a sua glicemia. Não tome medicação por conta própria!

Atenção

Corticóides podem aumentar sua glicemia e devem ser tomados com acompanhamento médico. Antiinflamatórios devem ser usados com cuidado e somente sob orientação médica, em pessoas com diabetes e insuficiência renal. Devem ser evitados, sempre que possível. Diabéticos podem tomar antitérmicos e analgésicos, sem complicações, a não ser que tenham problemas de reação a esses medicamentos.


http://www.walterminicucci.com.br/diabetes-e-outras-medicacoes/

Exames de sangue, jejum e diabetes

Freqüentemente as pessoas com diabetes necessitam colher exames em laboratório,e ficam em dúvida se tomam a medicação oral no dia da coleta, e se estão usando insulina, como agir.

O que fazer

Se estiver tomando comprimidos para o diabetes, não o tome até ter colhido o examee voltado para casa e tomado café. Se estiver em uso de insulina, ela não deve ser aplicada até que você retorne para

casa, pois senão você corre o risco de ter hipoglicemia.

Como fazer

A maior parte dos exames de laboratório não necessitam de 12 horas de jejum, como recomendado pelos laboratórios. Dos exames geralmente solicitados, no controle de pessoas com diabetes, só a dosagem de triglicérides necessita deste tempo de jejum. Assim, se ele não for solicitado, o jejum deve ser SOMENTE DE 8 HORAS.Se tiver que ficar mais tempo de jejum, dose a glicemia antes de sair para o laboratório, chegando lá explique seu problema e peça para ser atendido primeiro. Se a glicemia estiver menor que 100mg%, adie seu exame para outro dia.

Atenção

Alguns exames laboratoriais devem obrigatoriamente ser feitos no mínimo anualmente.São eles: dosagem de uréia, urina tipo 1, pesquisa de microalbuminúria, dosagem de colesterol e frações e  triglicérides. Outros, podem ser necessários dependendo de cada caso, porém a medida de hemoglobina glicosilada, deve ser solicitada no mínimo duas vezes ao ano, e idealmente a cada três meses.


http://www.walterminicucci.com.br/exames-de-sangue-jejum-e-diabetes/

Glicemia média estimada

Um novo modo de se olhar o controle do diabetes e obtido através do valor de hemoglobina glicosilada é o da transformação de seus valores em glicemia media estimada (GEM).

A hemoglobina glicosilada (o correto seria Hemoglobina glicada) ou A1c reflete o controle glicêmico, nos últimos 3 meses e tem sido o padrão universal de referencia no controle do diabetes, sendo que, segundo a maior parte dos consensos mundiais, o valor de 7% é o que define o bom controle e avalia o risco do desenvolvimento das complicações microvasculares do diabetes a longo prazo.
Apesar de este exame estar sendo realizado ha mais de 20 anos, até agora a maior parte das pessoas com diabetes, tanto no Brasil como no exterior, tem dificuldades para entender o que exatamente seu resultado quer significa.
Recentemente foi realizado um estudo chamado ADAG, que seguindo mais de 500 pacientes com diabetes (em 10 centros médicos no mundo) e "avaliando" as medidas de glicemias obtidas através de ponta de dedo ( 7 vezes por dia) e também outras obtidas com o uso de sensores subcutâneo de glicose (em torno de 280 medidas de glicose/por paciente/ao dia), comparou-as as medidas da Hemoglobina glicosilada, dosadas à cada três meses.

A Glicemia Media Estimada (GEM) também pode ser calculada usando a equação abaixo onde
GEM= 28,7 vezes o valor da Hemoglobina Glicosilada - 46,7
A dosagem de Hemoglobina Glicosilada passa então a refletir a media dos valores de glicemia estimada ou GEM durante os últimos três a quatro meses e ela (A1c) deverá continuar a ser medida à cada 3 a 4 meses.
Veja também no site da Sociedade Brasileira de Diabeteshttp://www.diabetes.org.br/Colunistas/Debates/index.php?id=1644
Esse estudo permitiu que se soubesse a que valores de média glicêmicas correspondiam os valores de Hemoglobina Glicosilada obtidas.
A tabela abaixo mostra estas correspondências por ela vemos, por exemplo, que para um valor de A1c de 7 % corresponde uma Glicemia Media Estimada (GEM) de 154 mg/dl, portanto esta pessoa com diabetes, teve na média, durante os últimos três meses, um média de glicemia de 154 mg/dl, mesmo que as suas glicemias de jejum estiveram na maior parte das vezes, por exemplo, entre 90 a 140 mg/dl..


http://www.walterminicucci.com.br/glicemia-media-estimada-e-o-novo-metodo-para-medir-controle-glicemico/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nova agulha BD 4mm


Nova agulha BD para caneta – Menor no tamanho, mais conforto na aplicação






Estudos sugerem que de um quinto até um terço das pessoas com diabetes são hesitantes ou não querem se dar injeções de insulina por motivos que incluem a ansiedade da agulha. Os pacientes que relataram dor relacionadas à injeção ou constrangimento, intencionalmente, ignoram as injeções de insulina. O curto comprimento (4 mm) e o pequeno calibre (0,23mm) da nova agulha para caneta BD Nano pode ajudar as pessoas com diabetes a aderirem a um regime de injeção deinsulina e a melhorar os resultados de seu tratamento devido ao conforto e facilidade de uso.
Os ensaios clínicos demonstram que as injeções de insulina com a nova agulha para canetas BD Ultra-Fine Nano 4mm proporciona um controle da glicose equivalente ao usando agulhas mais longas. Ela é efetiva, pois oferece uma dose de insulina no tecido subcutâneo (camada de gordura abaixo da pele), o local recomendado para as injeções de insulina, e reduz o risco de injetar no músculo. A injeção intramuscular pode acelerar a absorção e aumentar o risco de hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue). A injeção subcutânea permite que a insulina seja absorvida a uma taxa adequada, resultando em melhor controle glicêmico.
A agulha BD Ultra-Fine Nano 4 mm é clinicamente segura e eficaz para os pacientes de todos os tamanhos. Ela foi projetada para melhorar a experiência das injeções de insulina, os pacientes preferiram a Nano 4 milímetros pelo conforto e achar menos intimidador que as demais agulhas. Os pacientes podem usar uma técnica simples para todos os locais de aplicação, não sendo necessário o uso de prega da pele.

Uma agulha para todas as canetas

A agulha BD Ultra-Fine Nano 4 mm é compatível com todas as canetas para aplicação de insulina disponível no Brasil, proporcionando comodidade para as pessoas que usam mais de um tipo de caneta.
Observação : A agulha BD Ultra-Fine Nano é mais fina e delicada para um maior conforto, assim reutilização da agulha pode danificar a ponta, causando ferimentos.


http://www.farmaciadiabetes.com.br/2011/04/01/nova-agulha-bd-para-caneta-menor-no-tamanho-mais-conforto-na-aplicacao/
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