quarta-feira, 25 de maio de 2011

Alertas sobre exercícios para diabéticos

A prática de exercícios pode ajudar a controlar ou a perder peso, além de ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue controlados - por esse motivo, é importante que os diabéticos se exercitem de alguma forma. 

No entanto, embora os diabéticos devessem se esforçar para serem fisicamente ativos, algumas formas de exercícios requerem cuidados extras (ou podem ser muito arriscadas). Pessoas que apresentam as complicações descritas abaixo, devem tomar um cuidado especial ao estabelecer um programa de exercícios. 

Neuropatia autonômica 

Os pacientes que têm essa forma de lesão nervosa talvez não consigam detectar os sintomas, como suor e taquicardia, que indicam o início da hipoglicemia induzida pelos exercícios. Eles também apresentam um alto risco de hipotensão postural (ortostática) durante o exercício realizado em pé, por isso, o ciclismo ou a natação podem ser melhores opções do que a caminhada ou a corrida. 

Natação 
A natação pode ser um excelente exercício para os diabéticos, pois reduz o risco de tontura e de outros problemas associados à hipotensão postural (ortostática)

Nesse caso, deve-se ter cuidado ao se fazer exercícios em climas muitos quentes ou frios e tomar bastante água. 

Retinopatia 

Alguns tipos de atividade física aumentam o risco de hemorragia no olho ou de descolamento de retina. Evite atividades que sejam muito agitadas ou forçadas, como corrida ou levantamento de peso. 

Neuropatia periférica 

Se você não tem sensibilidade nos pés, como saberá se está pisando em uma superfície muito dura? As pessoas com perda grave de sensação nos pés não devem exagerar nos exercícios de levantamento de peso. 

Além disso, a pressão intensa e repetitiva nos pés pode causar úlceras. Talvez você também não consiga perceber que fraturou o pé e piore a lesão continuando os exercícios. Se tiver lesão dos nervos que limite a sensibilidade dos pés, o melhor a fazer é escolher exercícios de baixo impacto, como natação, ciclismo ou remo. 

Com certo cuidado, os diabéticos podem usar os exercícios para ajudar a controlar a doença e diminuir alguns problemas. Entretanto, para aqueles que apresentam problemas como perda de sensibilidade dos membros, recomenda-se evitar certos tipos de exercícios. 

Existem outros riscos associados a diabetes que afetarão seu regime de exercícios. 

Outras preocupações para os diabéticos 
Ser fisicamente mais ativo não significa que o diabético está totalmente isento de riscos. Para conquistar os benefícios de praticar atividade física regularmente e minimizar os possíveis riscos, você precisa entender e avaliar tais riscos e tomar atitudes para evitar os problemas antes que eles ocorram.

Hipoglicemia

Para os diabéticos que tomam medicamentos ou insulina, a hipoglicemia é uma grande preocupação. Sempre que estiver fisicamente ativo, seus músculos queimarão glicose. Primeiro, eles consomem a glicose que armazenaram como glicogênio. À medida que a atividade continua, a glicose do sangue vai para os músculos para suprir suas necessidades de energia, diminuindo os níveis de glicose no sangue. Entretanto, essa ida da glicose do sangue para os músculos não termina quando a atividade acaba.

O corpo precisa reabastecer os tanques de armazenamento de glicose dos músculos para futuros movimentos. Conseqüentemente, pode ocorrer uma reação hipoglicêmica não apenas durante os períodos de atividade, mas também até 24 horas depois. Alguns diabéticos que têm crises freqüentes de hipoglicemia começam a associar qualquer forma de atividade física à perda de controle da glicose.

Para eles, a falta do teste de níveis de açúcar no sangue pode deixá-los sem saber como o corpo reagirá à atividade. Como resultado, são pegos desprevenidos pelos baixos níveis de açúcar no sangue quando estão fazendo atividades leves como cortar a grama ou uma pequena caminhada no parque. Quando isso acontece, podem comer algum tipo de açúcar simples, apenas para que o nível de glicose suba rapidamente. Assim, aplicam mais insulina ou tomam medicamento no jantar para tratar os altos níveis, mas as oscilações dos níveis de açúcar no sangue continuam com outra baixa antes da hora de dormir.

Essas oscilações criam confusão e frustração, deixando essas pessoas preocupadas e assustadas. Elas podem achar que a atividade não compensa essas mudanças aparentemente imprevisíveis nos níveis de açúcar no sangue. Para essas pessoas, o teste mais freqüente de glicose no sangue pode ajudá-las a compreender melhor a resposta de seu corpo aos exercícios e prepará-lo adequando o medicamento ou a ingestão de alimentos.

Doença cardíaca

Antes de aumentar o nível da atividade, considere a possibilidade de ter doença cardíaca. Como você já viu, a doença coronariana é muito comum nos diabéticos, talvez afetando cerca de 50% deles. Para avaliar seu risco, você e seu médico precisam levar em consideração alguns fatores.

    •  idade 
    •  níveis de pressão arterial 
    •  níveis de gorduras no sangue (colesterol e triglicérides)
    •  existência de proteína na urina 
    •  tempo de diagnóstico da diabetes 
    •  histórico familiar 

Por isso, antes de aumentar seu nível de atividade física, consulte o médico e, se necessário, faça um teste de tolerância ao exercício. Esse teste é feito em uma esteira e reflete a capacidade do seu coração de trabalhar sob esforço. As chances de o resultado dar positivo, indicando doença cardíaca, aumentam com cada fator de risco que você apresentar. Mesmo que você tenha um risco elevado ou que seu teste tenha dado positivo, provavelmente, você ainda poderá aumentar sua atividade física, apenas terá que trabalhar mais próximo de sua equipe de tratamento para estabelecer orientações seguras em relação à atividade física e, talvez, para determinar se os medicamentos para diminuir seu risco de problemas cardíacos estão em ordem.

Com certo cuidado, os diabéticos podem usar os exercícios para ajudar a controlar a doença e diminuir alguns problemas. Entretanto, para aqueles que apresentam problemas como perda de sensibilidade dos membros, recomenda-se evitar certos tipos de exercícios.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O Diabetes e a Direção de Veículos

Há três fatores que merecem atenção especial: hipoglicemias, hiperglicemias e complicações crônicas.

O tratamento do diabetes mais intensivo, apesar de reduzir as complicações crônicas está associado a uma maior possibilidade de hipoglicemias e, portanto um maior número de pessoas pode estar sujeito a esse risco, enquanto estiver dirigindo.

Hipoglicemias moderadas alteram a capacidade de dirigir das pessoas, alguns problemas observados são desvios de direção, guinadas, saídas da pista, excesso de velocidade, condução lenta, freadas e acelerações, conforme artigo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – Abramet. (Veja conteúdo completo no site da ADJ – www.adj.org.br).

Prejuízos na direção veicular, como ultrapassagem de faixas contínuas, acelerações e freadas indevidas, já são observados mesmo com hipoglicemias leves. Em outro estudo, apresentado no Diabetes Care, em 2000, apenas 1/3 dos indivíduos estudados, trataram sua hipoglicemia ou pararam de dirigir, ao sentirem os primeiros sinais.

É importante ressaltar que, muitas vezes, embora o paciente não esteja percebendo a hipoglicemia, sua capacidade de responder a direção já pode estar comprometida.

Com a chegada dos análogos de insulinas de longa e ultra-rápida ação, a incidência de hipoglicemias diminuiu, mas ainda o mais importante é quem conduz o veículo e o cuidado que tem quando entra no carro. Um grande aliado na detecção de hipoglicemias é a monitorização contínua de glicemia. Mas, não pensem que apenas quem usa insulina precisa se preocupar em verificar a glicemia antes de dirigir. Também as pessoas com diabetes tipo 2 em uso de hipoglicemiantes orais podem vivenciar hipoglicemia durante a direção.

Procure monitorar a glicemia antes de dirigir, tenha sempre reposição de carboidrato com você e aprenda a detectar, sempre que possível, os sinais precoces de uma hipoglicemia.

Quanto à hiperglicemia, tanto a crônica quanto a aguda, também podem favorecer a perda da capacidade cognitiva e, portanto diminuir a capacidade de resposta às situações durante a direção de veículos, embora em alguns estudos esse quadro não se confirme.

As complicações crônicas como retinopatia diabética, neuropatia diabética, e doença cardiovascular podem estar envolvidas com maior risco de acidentes de trânsito. Ao sentir mal estar, dor de cabeça, suor em excesso, alteração na respiração, cansaço, fraqueza, tremores e outros sintomas, fique atento, pare seu carro e faça um teste. Fica aí a dica: use seu monitor como medida de prevenção de acidentes sempre que for dirigir.

Hoje existem no mercado diversos fabricantes de monitores de glicemia. E não esqueça de manter suas visitas médicas atualizadas.

Fonte: Revista ADJ

sábado, 21 de maio de 2011

Guardar a insulina tem seus segredos

Você está sempre ouvindo sobre os cuidados a tomar na hora da aplicação da insulina para obter o melhor resultado e evitar o risco de contaminação. Mas sabia que os cuidados com a insulina devem começar muito antes do momento da aplicação e que sua armazenagem também merece atenção? Então, veja as dicas que a enfermeira Magda Tiemi Yamamoto, do Hospital Albert Einstein, oferece em relação à armazenagem da insulina.
Antes de ser aberto, o frasco de insulina deve ser guardado na parte inferior da geladeira, mais exatamente na prateleira que fica acima da gaveta de verduras. A refrigeração deve ser feita também no ponto de venda e, por isso, ao comprar sua insulina certifique-se de que a farmácia a mantém em geladeira. Magda adverte que insulinas guardadas no congelador devem ser descartadas e não adianta querer usá-las mesmo depois de deixar o frasco descongelar.
Após a abertura do frasco, a insulina deve ser mantida em temperatura ambiente. Em localidades muito quentes, nas quais a temperatura dentro de casa fique acima dos 30º. C, o frasco pode ser armazenado dentro de uma moringa com água fresca, desde que esteja protegido por um saco plástico lacrado. De qualquer forma, depois de aberta, a insulina não deve ficar em geladeira porque sua aplicação em baixa temperatura gera maior desconforto e dor no local da aplicação.
A enfermeira enfatiza que é necessário observar o prazo de validade, informação que consta da bula de todas as marcas. "Elas têm validade de 28 dias após serem abertas; coloque uma etiqueta ou marque na própria caixa da insulina ou ainda, se preferir, registre em sua agenda a data para ter melhor controle sobre seu medicamento", explica a especialista.
Mesmo que esteja dentro do prazo, sempre é bom observar as condições do produto. A insulina é transparente e assim deve permanecer. No caso da insulina NPH, que é leitosa, ela deve estar uniforme. Ao rolar entre as mãos, antes de aplicar, caso não fique uniformemente leitosa, deve ser descartada. O mesmo deve acontecer se a insulina, de qualquer tipo, apresentar a formação de grumos, que são agrupamentos de substâncias, ou se ficar amarelada.
Com essas precauções, você estará seguro para utilizar um medicamento adequado e que produzirá o efeito desejado, ou seja, controlar melhor sua glicemia.
Fonte : Diabetes Nós Cuidamos

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hipoglicemia na escola


Hipoglicemia é a complicação aguda mais comum do diabetes tipo 1. Certamente é uma situação de grande preocupação dos pais e também entre os professores que permanecem diversas horas por dia com crianças e adolescentes diabéticos.

Segundo a Associação Americana de Diabetes, a hipoglicemia é caracterizada  pelos níveis de glicose no sangue abaixo de 70 mg/dL. Ela geralmente ocorre por excesso de insulina administrada, pela redução na alimentação ou ainda pelo aumento do gasto energético, como nas atividades físicas.
A escola é um local onde as crianças geralmente brincam no momento do intervalo, praticam atividades esportivas e, muitas vezes, deixam de comer adequadamente para brincar com os colegas. Desta forma, é um ambiente no qual é comum a ocorrência de episódios de hipoglicemia, porque gastam muita energia (glicose) sem ingerir a quantidade necessária para manter o equilíbrio do organismo.
Assim, é importante que as crianças maiores, adolescentes e professores saibam reconhecer os sintomas da hipoglicemia, para que o tratamento seja realizado em tempo hábil e corretamente (quadro 1).
Quadro 1. Principais sinais e sintomas da hipoglicemia.
Sintomas iniciais
(adrenérgicos)
Sintomas mais graves
(neuroglicopênicos)
Alteração de
comportamento
Alterações
inespecíficas
PalidezDificuldade de concentraçãoIrritabilidadeDor de cabeça
TremoresVisão dupla ou borradaChoro inconsolável (bebês)Náuseas
SudoreseConfusão mentalPesadelosFome intensa
Taquicardia
(coração acelerado)
Perda de consciência
e convulsão
Mudança inexplicável
de comportamento
Cansaço
Sempre que uma criança ou adolescente apresentar os sintomas acima, o diagnóstico de hipoglicemia é muito provável. Quando possível, medir a glicemia capilar e, se ela for menor que 70 mg/dL, isso comprova o diagnóstico. Nos casos em que não há possibilidade de se realizar o teste, os sintomas clínicos acima são suficientes para confirmar a hipoglicemia e deve-se instituir o tratamento.
Segue abaixo uma sugestão de tratamento, mas cabe lembrar que é sempre importante seguir as orientações do médico do paciente.
Tratamento da hipoglicemia na escola
  • Deixar a criança em repouso.
  • Oferecer algum alimento/líquido com açúcar (15 a 20 gramas de carboidrato) tipo:
    • 150 ml de refrigerante normal;
    • 150 ml de água com uma colher de sopa de açúcar;
    • 1 sachê de açúcar (glicose - 15 g);
    • 2 a 3 balas tipo caramelo que a criança deve chupar rapidamente.

  • Após 15 minutos, se possível, repetir a glicemia capilar. Se a glicemia ainda estiver menor de 70 mg/dL, ou nos casos em que não há como se realizar o teste e a criança não apresentar melhora clínica, então é necessário repetir a correção de açúcar exemplificado no item 2.
    Entretanto, se a glicemia estiver maior que 70 mg/dL ou se clinicamente a criança ou adolescente já estiverem com recuperação dos sintomas, seguir para o item 4.
  • Após a recuperação, é importante oferecer um lanche (15-20 gramas de carboidrato) para manter a glicemia estável e sem riscos para um novo episódio de hipoglicemia.
  • Exemplos:
    • bolacha salgada (4-6 unidades);
    • barra de cereal;
    • lanche com pão, queijo ou presunto;
    • uma fruta (ex: maçã média).
  • Se houver boa recuperação, encaminhar a criança de volta às atividades escolares. É sempre importante avisar aos pais sobre o ocorrido.

Durante uma crise de hipoglicemia, orienta-se não oferecer chocolate nem leite, pois esses alimentos contém gordura que dificultam a absorção do açúcar, podendo retardar a recuperação da criança.
Caso a criança apresente uma hipoglicemia grave, ela pode ficar confusa e até desmaiar. Nessa situação, colocar um pouco de açúcar ou mel na parte interna da boca, massagear a gengiva e encaminhar a um serviço médico. É importante não forçar a criança a comer ou beber, pois quando uma pessoa está inconsciente o alimento pode ser aspirado para os pulmões, uma situação muito grave.
Apesar do detalhamento do manejo das crises potencialmente graves, felizmente o quadro de hipoglicemia mais comum nos pacientes diabéticos é leve, com poucos sintomas e que respondem rapidamente ao tratamento quando corrigidas em momento oportuno e, dessa forma, não evoluem para hipoglicemias graves.
Em resumo, hipoglicemia na escola é uma situação frequente entre os diabéticos tipo 1. É importante o professor saber reconhecer os sintomas e iniciar o tratamento para evitar uma hipoglicemia grave.
Drª Adriana Beletato S. Balancieri
Médica pediatra, especialista em Endocrinologia Pediátrica. Professora do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Maringá e Integrante do Centro de Diabetes de Maringá – Paraná.

sábado, 14 de maio de 2011

Hipo da Giovana

Hoje a Giovana acordou dizendo a frase específica de sua hipo "mamãe to enjoada", "meu açuquinha deve estar baixo"...pode medir que é "batata"..fiz o dextro e adivinha: 46...super baixa...de vez enquando passo cada susto!!! Corremos pra tomar um belo café da manhã reforçado...Essa diabetes aff!!!!!


Dulcinéia ( mãe da gigi)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Hipo e Hiper

HIPOGLICEMIA

É classificada como o baixo nível de glicose no sangue. Quando a glicemia está abaixo de 60 mg%, com grandes variações de pessoa a pessoa, podem ocorrer sintomas de uma reação hipoglicêmica: sensação de fome aguda, dificuldade para raciocinar, sensação de fraqueza com um cansaço muito grande, sudorese exagerada, tremores finos ou grosseiros de extremidades, bocejamento, sonolência, visão dupla, confusão que pode caminhar para a perda total da consciência, ou seja, coma.
É importante que os amigos e parentes da pessoa com diabetes saibam que ela está em uso de insulina ou de hipoglicemiante oral. Assim, já poderão fazer o diagnóstico de hipoglicemia.

Causas que favorecem o aparecimento da hipoglicemia

* Erro no uso da medicação, principalmente, insulina;
* Atraso em se alimentar;
* Muito exercício sem automonitorização.

HIPERGLICEMIA

É o aumento da glicose no sangue. A SBD considera que valores acima de 126 mg em jejum são suspeitos de diabetes. Valores acima de 200 mg em qualquer ocasião fazem o diagnóstico.

As pessoas com diabetes que fazem monitorização da glicose rotineiramente podem detectar aumentos da glicemia, sem, entretanto, apresentar quaisquer sintomas de hiperglicemia.

Sempre que possível deve-se pesquisar a glicose no sangue. Isto pode ser feito nas seguintes ocasiões:
• Em jejum e antes das principais refeições (almoço e jantar);
• Em jejum e 2 horas após as principais refeições;
• Até duas horas após as refeições (glicemia pós-prandial).

É considerada glicemia pós-prandial exames realizados dentro do intervalo de duas horas após as refeições. A interpretação destes resultados deve ser feita pelo médico.

Causas que podem favorecer o aparecimento da hiperglicemia:

* Diabetes mellitus primária ou secundária a outras doenças;
* Muita comida, sem nenhuma restrição;
* Pouco exercício;
* Síndrome Metabólica.

Sintomas:

Muita sede, muita urina, muita fome com emagrecimento, cansaço, pele seca, dor de cabeça, podendo evoluir para náuseas, vômitos, sonolência, dificuldades para respirar e hálito de maçã.


Fonte: www.diabetes.org.br – Outubro/2008

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Filhos com Diabetes

O momento em que uma criança recebe um diagnóstico traz dúvidas e incertezas para sua família, principalmente quando se trata de uma doença que terá de ser tratada durante toda a vida, como é o caso do diabetes. Uma das primeiras questões que surgem é sobre como falar com ela sobre o assunto. Deve-se dizer tudo? É bom ocultar alguma coisa? Quem dá as respostas é a psicóloga Kátia Markenson, especializada no atendimento a pacientes com diabetes e seus cuidadores.
Kátia Markenson - "O que vai fazer a grande diferença na aceitação do diagnóstico e na forma de ajudar é como a família se comunicava antes do aparecimento do diabetes. Nas famílias próximas, afetuosas, que dão suporte costumeiramente, a tendência é que esse momento seja mais leve para a criança. Quando há distanciamento entre pais e filhos, quando as questões não são discutidas e não há clareza, esse comportamento acaba prevalecendo também num momento de dificuldade ou no surgimento de novas situações.
Outro ponto importante que influi na superação do novo obstáculo é a aceitação da própria família. O diabetes exige mudanças de comportamento imediatas, como tomar insulina ou fazer testes de glicemia, que não podem esperar que a família se acomode aos poucos à nova rotina. Os pais têm de se adaptar a essa rotina e aceitá-la antes mesmo de ter tempo para pensar sobre ela.
As famílias com maior dificuldade de diálogo tendem a achar que não precisam conversar com a criança, mas o diabetes exige a participação dela em seu tratamento e isso exige treinamento e conversa. Por isso, o indicado é explicar a ela o que está acontecendo, em linguagem clara, objetiva e acessível ao seu entendimento. A receptividade da criança varia conforme sua idade. Crianças mais velhas podem já ter incorporado mitos sobre doenças e em sua cabeça a doença pode estar associada a velhice e morte. Mostrar que a doença também pode atingir crianças e que não significa morte também exige conversa.
Costumo dizer que conversar sobre diabetes com crianças é a mesma coisa que falar sobre sexo. As explicações devem ser claras e ir até o ponto em que a criança demonstre interesse, com suas perguntas. Se ela continua fazendo perguntas é porque o assunto ainda não está claro em sua cabeça. Se ela não pergunta, é porque entendeu e está satisfeita com as respostas."
Fonte : Diabetes Nós Cuidamos

Você sabe as diferenças entre Diet, Light e Zero?

O alimento diet é formulado com modificações especiais para se adequar a diferentes dietas ou indivíduos com necessidades metabólicas específicas. Nessa categoria estão os alimentos com restrição e isenção de nutrientes (carboidratos, proteínas, gorduras e sódio), alimentos para controle do peso e, especificamente, alimentos para dietas de ingestão controlada de açúcares, como, por exemplo, dietas para portadores de diabetes.
O termo light indica diferenças na composição de um produto em comparação a outro tradicional. Um alimento é considerado light quando apresenta redução mínima de 25% das calorias ou de algum nutriente em relação ao original, como, por exemplo, gordura. Alguns pães são considerados light pelo seu teor reduzido de gorduras e não, necessariamente, de calorias.
Já o zero foi o último a integrar os termos empregados em embalagens de alimentos. O nome zero indica que o alimento apresenta restrição ou isenção de algum nutriente em comparação com a versão tradicional. Se a isenção for de açúcares, o produto ainda deve apresentar valor calórico reduzido. Um caso de alimento zero são os refrigerantes, que são isentos de açúcar e possuem muito menos calorias em comparação ao produto original.
Não se deixe levar pelos nomes
Apesar da objetividade das definições, na prática, comumente surgem dúvidas que dificultam a escolha do consumidor. “A portaria referente ao termo light, por exemplo, não estabelece valor máximo de restrição. É comum existir alimentos isentos de algum nutriente ou caloria e que poderiam receber a designação de diet ou zero – com o termo light em seu rótulo”, explica Isabela Cardoso Pimentel, nutricionista do setor de Nutrição Preventiva do Hospital do Coração (HCor).
Os termos zero e diet também se confundem, mas compreendendo a legislação, o termo diet se refere a um alimento original e o termo zero se refere a uma versão modificada do original sem indicação específica a uma determinada doença. “A população frequentemente confunde alimento diet com alimentos de poucas calorias, porém, não necessariamente é desta forma. Um alimento restrito em açúcar pode conter maior teor de gorduras e apresentar teor calórico igual ou maior que o original, como ocorre com o chocolate diet”, salienta Camila Gracia, também especialista em nutrição do HCor.
De modo semelhante, um alimento pode ser classificado como light, mas ainda assim conter elevado teor de calorias para ser utilizado de rotina num plano alimentar para redução do peso, como acontece com o creme de leite light ou a manteiga light.
Na prática
Para se ter uma ideia, 1/3 de uma barra de chocolate ao leite de 30 g contém 132 kcal (calorias) e 7,3 g de gorduras totais, enquanto que a mesma quantidade de chocolate ao leite diet possui 142 kcal e 9,9 g de gorduras totais. Neste caso, o produto diet é isento de açúcares, porém, apresenta maior teor de calorias e gorduras que o original. Não é indicado para perda de peso, somente para dietas restritas em açúcar.
No caso de refrigerantes, os produtos diet, light e zero não contêm açúcar e apresentam nenhuma ou menos que 4 kcal por 100 ml. A mudança da terminologia não implica em diferenças nutricionais significativas e a diferença entre os produtos está no tipo e quantidade de adoçantes utilizados. Nos refrigerantes à base de cola, uma lata de 350 ml, nas versões diet, light e zero, apresenta zero caloria e zero grama de açúcar. Já a versão comum possui 148 kcal e 37 g de açúcar.
Compreender as diferenças nas nomenclaturas utilizadas na rotulagem dos alimentos é um direito do consumidor e mais uma ferramenta para escolhas corretas e saudáveis, mas na hora de comprar, evite se impressionar com os termos em destaque. Leia a embalagem, verifique as informações nutricionais e compare os produtos.
Principais diferenças e indicações
• Diet – Isenção de açúcar e/ou proteína e/ou gorduras – Indicado para portadores de doenças metabólicas como diabetes. Cuidado: alimentos diet podem ter valor calórico maior que aqueles que contêm açúcar. Nem sempre são úteis para perda de peso;
• Light – Redução de calorias, ou açúcares, ou gorduras, ou sódio, ou outro nutriente em relação ao produto original – Indicado para pessoas que desejam reduzir o teor de açúcares, gorduras ou sal na alimentação. Cuidado: nem todo alimento light é próprio para perda de peso. A redução calórica em certos alimentos é muito pequena;
• Zero – Isenção de açúcar com redução de calorias ou isenção de nutrientes em relação ao produto original – De modo geral, as indicações são semelhantes às dos alimentos light. Quando o alimento é zero por isenção de açúcares, também pode ser consumido por portadores de diabetes.
da Redação do Portal “O que eu tenho?”

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ser mãe de uma filha Doce!!!!!!!

Ser mãe....o que é verdadeiramente ser mãe....
Palavra forte....ao mesmo tempo tão doce...
Hoje acordei refletindo nessa palavra, tentamos a cada segundo acertar na educação de nossos filhos, a estar sempre pronta para o que eles precisarem... hoje diante de uma crise de hiperglicemia da Giovana, me senti tão impotente...tão frágil...queria estar no lugar do meu docinho...a glicemia dela passou dos 500, não sei ao certo,porque o glicosímetro só mede até 500..mais estava mais.. porque depois de uma hora e aplicadas 7 unidades de humalog ainda estava 430mg.. minha filha chorando me disse: "mamãe eu não queria ter essa diabete"," não gosto dela, não gosto de tomar insulina..dói"...vcs podem ter certeza que dói mais no meu coração do que no corpinho dela...Não é fácil conter as lágrimas.. mais creio no poder da cura...e tenho muita fé...
Ser mãe exige muita sabedoria... e ser mãe de um docinho...é ser mãe várias vezes...é ser mãe enfermeira, mãe psicóloga, mãe nutricionista...é meio que ser mãe bombril.rsrsrs..mil e uma utilidades...


Dulcinéia ( mãe da gigi)

Conheça os alimentos dietéticos e sua importância

Muitas pessoas sadias (querem engordar, querem emagrecer, são vegetarianos, etc) e também pessoas doentes (diabéticos, hipertensos, cardiopatas, com problemas de metabolismo, obesos, etc) requerem dietas próprias, feitas com alimentos e produtos elaborados especialmente para estes fins. A legislação brasileira que regulamenta a industrialização destes produtos e alimentos é muito confusa, os textos legais são indecisos e obscuros, muitas vezes incoerentes entre si e, a maioria das leis que tratam sobre este assunto já é muito antiga e ultrapassada (Decreto Lei nº 986 de 21/10/1969 - Decreto nº 79.094 de 05/01/1977 - Lei nº 6360 de 23/09/1976).


O que são produtos e alimentos dietéticos e a quem se destinam? Segundo a legislação, Alimento Dietético é todo alimento elaborado para regimes alimentares especiais, destinado a ser ingerido por pessoas sãs e Produto Dietético é aquele tecnicamente elaborado para atender às necessidades dietéticas de pessoas em condições fisiológicas especiais.


Com esta legislação inadequada tudo fica possível para os produtores e dificulta para o consumidor. Nesta enorme variedade de produtos e alimentos dietéticos, nesta grande confusão de termos em inglês e em outras línguas, fica difícil para o consumidor proteger-se de enganos e engodos, cada vez mais ele está confuso e inseguro. Existem bons produtos que realmente cumprem o que prometem nas bulas e nos rótulos, porém, uma grande quantidade não são éticos, visando tão somente o lucro, pouco se importando com a saúde do consumidor final.


A quem recorrer para uma orientação adequada e como saber se as informações contidas nas propagandas e nas bulas são verdadeiras? Antes de usar qualquer produto ou alimento dietético devemos nos informar com médicos, nutricionistas, farmacêuticos ou outro profissional habilitado a reconhecer os ingredientes/componentes da formulação, nunca devemos fazer qualquer tipo de dietoterapia sem um acompanhamento individualizado, cada pessoa tem características próprias, o que serve para seu vizinho pode ser lesivo para a sua saúde.


Diet, Sugar Free, Light, Shakes, Slim.....O brasileiro tem uma predileção toda especial para o que está escrito em inglês, parece que isto dá ao produto uma confiabilidade toda especial. Porém, sabemos que mesmo escritas em inglês existem grandes porcarias por aí; continuamos a insistir com o consumidor para que não use qualquer produto só porque parece bom e que a propaganda/bula fala maravilhas dele.


Mesmo produtos veiculados na televisão podem ser enganosos, vários produtos dietéticos prometendo o impossível são hoje propagados nas redes de televisão, uma grande maioria enganando o consumidor, comprometendo inclusive sua saúde. Sugerimos que consumam produtos de indústrias éticas, que também se preocupam com seus consumidores, e que tenham cuidado com as fábricas de fundo de quintal.


Fonte: USP (Faculdade de Saúde pública) 

Alimentos que devem fazer parte da dieta dos diabéticos



- Cereais integrais: as fibras presentes nestes alimentos retardam a absorção de glicose, facilitando o controle da glicemia. Substitua os cereais refinados pelos integrais e consuma: arroz integral, pão integral, biscoitos integrais, quinua, amaranto e massas integrais. O farelo de aveia e a semente de linhaça também são indicados e podem incrementar sucos, vitaminas e iogurtes.
Farinha de Banana Verde: fonte de amido resistente, retarda os processos de digestão e absorção. Assim, a glicose é absorvida mais lentamente, evitando picos glicêmicos e mantendo a glicemia controlada. Use-a em sucos, vitaminas e iogurtes ou utilizada na preparação de receitas de pães, bolos e cookies.
- Adoçantes: sdevem substituir o açúcar. Boas opções são a estévia e a sucralose, que podem ser utilizadas para adoçar sucos, chás, vitaminas e cafés. Para preparo de receitas de bolos, pães, biscoitos use adoçante para forno e fogão. Há ainda a opção de usar o agave, que possui baixo índice glicêmico, ou seja, aumenta a glicemia de forma lenta.
Hortaliças: são fontes de fibras, vitaminas e minerais, importantes para o bom funcionamento do organismo. Devem ser incluídos nas principais refeiçõe, para o controle das taxas de glicose. Recomenda-se iniciar as principais refeições pelo consumo de uma salada de vegetais crus.
Produtos sem adição de açúcar: fique atenta aos rótulos dos produtos e compre aqueles que vêm com a informação ‘sem adição de açúcar ou zero açúcar’.
- Ficar atenta aos horários para se alimentar também é fundamental. Procure fazer de 5 a 6 refeições por dia, com o intervalo de três horas entre as refeições, evitando permanecer em jejum prolongado. Antes de dormir, faça uma refeição leve antes de dormir (iogurte desnatado, leite de soja ou tofu) e tomar café da manhã assim que acordar.
Fonte: Thais Souza e Natalia Lautherbach – Nutricionistas da Rede Mundo Verde
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