sexta-feira, 8 de abril de 2011

Injeção de ânimo....

"Paciente que recebeu a primeira dose de insulina. Leonard Thompson, era o nome dele.
E até agora não me sai da cabeça a expressão do rosto da mãe segurando seu filho no colo, uma criança em sofrimento. Ao lado a foto da mesma criança meses depois do tratamento da insulina.
Realmente me convenceu, a cura já está aí.
Tudo depende de como encaramos."

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Diabetes. O que mudou em 60 anos.



Na década de 50, o Dr. Francisco Arduino escreveu os primeiros livros sobre educação em diabetes. Pioneiro na diabetologia brasileira exerceu até os últimos dias da sua vida  uma importante liderança formando vários dos atuais especialistas.
Ainda hoje, recebemos dos seus clientes manifestações de apreço e carinho pelas primeiras lições recebidas.  No livro O que o Diabético Deve Saber, cuja capa mostramos acima, escreveu como último capítulo, uma série de itens com as recomendações que deveriam ser seguidas pelos diabéticos.
Convidamos os nossos leitores a relerem e refletirem sobre estes princípios. Comparem com o que os seus médicos lhes dizem  e vejam  como as suas  recomendações básicas permanecem até hoje.
PREFÁCIO DA 3º EDIÇÃO DO LIVRO - Francisco Arduino
Em lapso relativamente curto, esgotou-se mais uma edição deste despretensioso livro. Isto leva o Autor a acreditar que realmente a sua leitura vem sendo apreciada pelos diabéticos. O movimento iniciado pela novel Associação Brasileira de Diabéticos, com suas diversas seções regionais, em prol dos diabéticos deste país, vem despertando maior interesse dos pacientes pela doença.
Podendo afetar, quando descuidado, os tecidos mais importantes do organismo, o diabetes deve ser controlado da melhor maneira possível. Não se iludam os diabéticos. Só existe um modo de evitar, pospor ou diminuir os efeitos das complicações do diabetes: o controle adequado da doença. Este fato, felizmente, vem sendo aceito por número crescente de diabéticos que, por este motivo, procuram instruir-se.
No intervalo compreendido entre a segunda e a presente edição, inúmeras e importantes pesquisas foram realizadas no terreno do diabetes. Muitas destas pesquisas não tiveram ainda aplicação prática; outras, porém, representam um progresso indiscutível no setor da terapêutica.
O Autor se refere particularmente as drogas orais hipoglicemiantes, já em uso há mais de doía anos. Embora a aprovação definitiva destas drogas esteja ainda dependendo do fator tempo, e apesar de só beneficiarem aparentemente cerca de 50% dos diabéticos, constituem elas, certamente, o primeiro passo na obtenção de novas e mais eficiente armas terapêuticas.
Com efeito, outras substâncias anti-diabéticas estão sendo objeto de estudos, de sorte que é legítimo esperar por novas descobertas.
Na presente edição a estrutura geral do livro é mantida. Muitas alterações do texto, porém, são feitas, e vários assuntos merecem maior extensão. Por outro lado, outras ilustrações são introduzidas e novo capítulo aparece: o das drogas anti-diabéticas orais.
Procurando esclarecer e aconselhar os milhares de diabéticos do nosso país, colocando-os a par dos mais recentes progressos no campo do diabetes, o Autor sentir-se-á feliz se a presente Edição continuar a prestar os mesmos serviços das anteriores.
RECOMENDAÇÕES AOS PACIENTES
1 – Os pontos cardeais do controle do diabetes são: Dieta, Insulina, Exercício e Instrução.
2 – Tem chance de viver mais o diabético que melhor conhece sua doença.
3 – Não acredite nos charlatões que anunciam a cura radical do diabetes ou métodos secretos de tratamento.
4 – Não se deixe levar por conselhos de parentes ou amigos: siga o que seu médico determinar.
5 – O melhor meio de evitar as complicações do diabetes e de prolongar a vida é manter a doença sob controle adequado.
6 – A sede excessiva e a emissão de grande quantidade de urina significam que o diabetes está descontrolado.
7 – A obesidade é doença: agrava o diabetes e abrevia a vida.
8 – Só com dieta controlada é possível manter o diabetes compensado.
9 – O uso da insulina não dispensa a dieta.
10 – A dieta do diabético é mais saudável que a do resto da população, cujos excessos são prejudiciais.
11 – Quanto mais souber o diabético sobre os alimentos, mais variada poderá ser sua dieta.
12 – Aprenda a fazer corretamente as substituições dos alimentos.
13 – Fazer dieta não significa passar fome: a dieta do diabético é completa sob todos os pontos de vista.
14 – Não deixe, sob pretexto algum, de tomar insulina quando essa for prescrita.
15 – A insulina é um hormônio natural que não traz prejuízo a órgão algum quando bem dosada.
16 – Existem vários tipos e potências de insulina: só use a que foi prescrita e em dose correta.
17 – Não aplique a insulina repetidamente no mesmo ponto, a fim de evitar deformações.
18 – Não guarde na geladeira o frasco de insulina em uso. O refrigerador só deve ser usado para conservar os estoques de insulina.
19 – Procure instruir-se sobre o manejo dos diversos tipos de seringa para insulina a fim de evitar erros grosseiros de dosagem.
20 – O excesso de insulina ou a falta de alimentos podem levar ao choque hipoglicêmico (reação insulínica).
21 – Os principais sintomas de choque insulínico são: Fome excessiva, Sensação de estômago vazio, Nervosismo, Tremores nas mãos, Dormência nos lábios, Suores, Dor de Cabeça, Náuseas.
22 – Aos primeiros indícios de hipoglicemia use um alimento que contenha açúcar, de preferência líquido.
23 – As doenças infecciosas geralmente aumentam as necessidades de insulina.
24 – Quando tiver febre, não deixe de tomar a dose habitual de insulina se sua urina contiver açúcar, mesmo que não esteja se alimentando convenientemente.
25 – Aprenda a injetar insulina em si próprio para não ficar na dependência de outras pessoas.
26 – Os parentes do diabético devem também aprender a manejar a insulina.
27 – Se, durante o uso da insulina, ocorrer reação hipoglicêmica ou a urina apresentar grande quantidade de açúcar, consulte seu médico.
28 – Os choques insulínicos muito freqüentes exigem reajuste do regime insulino-dietético.
29 – As crianças são particularmente sensíveis a insulina e fazem choques hipoglicêmicos com mais facilidade que o adulto.
30 – Se dirige automóvel, o diabético em uso de insulina não deve permanecer mais de duas horas sem se alimentar.
31 – O exercício é ao mesmo tempo um remédio útil, agradável e econômico.
32 – O exercício ajuda a queimar o açúcar do sangue, economizando insulina.
33 – Antes de iniciar um exercício violento ou prolongado, o diabético em uso de insulina deve fazer pequena refeição que contenha carboidratos.
34 – o coma diabético é uma grave complicação da doença: deve ser evitado a todo custo.
35 – O coma diabético só ocorre, hoje, em conseqüência de dois fatores: ignorância e negligência.
36 – Os diabéticos idosos estão sujeitos a gangrena das extremidades em virtude da arteriosclerose.
37 – Evite ferimentos e as infecções dos pés, que podem levar a gangrena.
38 – Os calos diabéticos devem ser tratados convenientemente.
39 – As frieiras devem ser combatidas, porque freqüentemente dão origem a infecções.
40 – As unhas dos pés devem ser cortadas retas e não muito rente.
41 – Evite a aplicação de calor demasiado nos pés.
42 – Dispense aos pés, portanto, os mesmos cuidados que merecem nas mãos.
43 – Depois de 40 anos os diabéticos devem evitar o uso de ligas circulares.
44 – O excesso de fumo é prejudicial aos diabéticos com lesões das artérias.
45 – Não use sapatos apertados nem folgados demais.
46 – Cuide dos dentes indo periodicamente ao dentista. Previna-o de que é diabético.
47 – Quando possível, o diabético deve evitar o casamento com outro diabético ou com membros de família de diabéticos.
48 – Não é admissível que o diabético não saiba pesquisar açúcar na urina.
49 – O diabético só deve retificar os óculos quando o seu diabetes estiver controlado.
50 – Diabéticos! A manutenção de vosso diabetes sob controle permanente é, a luz dos conhecimentos atuais, a única arma com que podeis contar contra o sofrimento, a invalidez e a morte prematura.


http://www.diabetes.org.br/component/content/article/1682-diabetes-o-que-mudou-em-60-anos

Dia mundial da saúde - 07/04

O dia mundial da saúde foi criado em 1948, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), através da preocupação de seus integrantes em manter o bom estado de saúde das pessoas do mundo, bem como alertar sobre os principais problemas que podem atingir a população.
Ter saúde é garantir a condição de bem estar das pessoas, envolvendo os aspectos físicos, mentais e sociais das mesmas, em harmonia, definição dada segundo a OMS.
É necessário que informações acerca da higiene, doenças, lixões, aterros sanitários, dentre outras, cheguem à população, pois dessa forma o governo faz um trabalho preventivo, melhorando a saúde da população e diminuindo gastos com a saúde pública.
Sendo de responsabilidade dos governantes, a saúde pública deve ser levada a sério tanto pelos municípios, estados e governo federal. Esses devem cuidar de aspectos ligados às suas responsabilidades, capacidades e verbas.
O saneamento básico é um desses aspectos para se manter a saúde de uma população, pois garante que a água tratada chegue até nossas casas e que as redes de esgotos estejam devidamente encanadas, diminuindo os riscos de contaminação por bactérias.
Campanhas de vacinação também é uma forma preventiva de cuidar da saúde das pessoas, pois através delas é possível evitar doenças e epidemias entre as pessoas.
Participar de pequenas associações também é uma forma de buscar informações sobre a manutenção da saúde, pois estas estão diretamente ligadas a governantes, que devem assumir tais responsabilidades; promover discussões e reflexões visando maior amplitude do tema, buscando soluções para manter o saneamento ambiental, garantindo o desenvolvimento social e econômico de um país.
Outra forma de garantir a saúde de um povo é dando-lhes condições dignas de trabalho, a fim de proporcionar ganhos o suficiente para manter uma alimentação de qualidade. Através de uma boa alimentação as pessoas adquirem uma forma saudável de manter a saúde própria, evitando despesas com planos de saúde e remédios.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Uma análise sobre a adaptação psicossocial da criança diabética


O Diabetes é diagnosticado, não só em adultos, mas também em adolescentes e crianças. A incidência de diabetes infantil, em muitas partes do mundo, vai de 3 a 5 % por ano, tornando-a a doença endócrina mais comum a afetar crianças". Diabetes Voice 

Após o diagnóstico do diabetes é necessária a mudança de comportamentos e aquisição de novos hábitos. Quem melhor do que a criança para entender que esta é uma fase de aprendizagem espontânea por excelência.

Todo o investimento feito na modelagem do seu comportamento, ou seja, apresentação de modelos ideais que a criança possa imitar, nesta etapa, trará lucros ao longo de toda a sua vida.

Nenhuma criança absorve passivamente o que lhe é ensinado, uma vez que adapta toda essa informação às suas necessidades de crescimento, quer na experiência de situações frustrantes e traumatizantes, quer na experiência de situações de prazer, valorização e autonomia.

A diversidade de estímulos sociais constrói o seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional, tornando-a única e com personalidade própria.

O diagnóstico do diabetes numa criança não afeta apenas a si,. mas abala toda a estrutura familiar, tanto no seu funcionamento prático do dia-a-dia (mudança de hábitos e horários alimentares), como também na sua esfera emocional e afetiva, vendo-se obrigada a lidar com várias angústias, dentre as quais: o choque perante o diagnóstico, a sensação de impotência para resolver a situação, a dependência dos profissionais de saúde, ter de infligir "dor" na sua criança, através das injeções e muitas vezes, culpa, e procura desesperada de explicação para o aparecimento do diabetes.

Ao lado desta família, como um todo, existe a criança que tem que lidar com as suas angústias individualmente. Deste modo, mostra-se imprescindível por parte dos profissionais de saúde, dar apoio que ofereça segurança e desmistifique os medos e expectativas, bem como um apoio a toda a família, de forma a promover o reequilibrio emocional, integrando esta nova situação.

A adaptação psícossocial das crianças ao diabetes depende da sua maturidade física, cognitiva e emocional. Divididos em três grandes faixas etárias, apresentamos em seguida, alguns aspectos que mais se evidenciam e para os quais os pais deverão ter maior atenção.

0-3 ANOS

A relação com os pais é primordial e são estes que alternadamente devem administrar insulina e medir glicemias num ambiente seguro e tranqüilo, uma vez que a incapacidade da criança em entender o tratamento leva a que este seja interpretado como uma punição.

Muitas vezes, por sofrimento e para compensar a criança, os pais podem tornar-se demasiado permissivos, não estabelecendo limites, regras e imposições que são fundamentais para o adequado crescimento da criança e sua integração num mundo social mais amplo.

4-7 ANOS

A criança tem uma vida imaginária muito fértil e não tem, como os adultos, a noção de causa-efeito na utilização do raciocínio lógico, podendo, assim, culpar-se pela sua doença ou sentir o tratamento como um castigo. A fantasia pode assumir proporções irreais.

Os pais devem abordar o assunto tentando perceber e desmistificar as dúvidas do seu filho, mesmo não sendo ele a apresentá-las.

Deve ainda ser percebida e antecipada a comparação que é feita com as outras crianças não diabéticas. 

8-11 ANOS

Nesta fase, as necessidades de identificação, de pertencer a um grupo, e de participar em jogos e atividades com os colegas, são fundamentais e devem ser estimuladas pelos pais e educadores que, por outro lado, muitas vezes as inibem, por exemplo, por medo das hipoglicemias.

A superproteção, além de impedir o que é mais importante nestas idades, a construção de uma auto-estima forte e auto-determinação, reforça as limitações e diferenças que a criança possa sentir. Isto não é sinônimo de permissividade total ou entrega dos cuidados do diabetes apenas à criança, uma vez que esta não tem ainda maturidade para gerir as doses de insulina a administrar nas diferentes situações, embora já tenha capacidade para fazer a auto injeção.

Aqui o gosto espontâneo pela aprendizagem deve ser aproveitado pelos pais, explicando odiabetes com a mesma naturalidade com que são explicadas outras matérias.

Devem ser ouvidos os pontos de vista da criança e "negociados" os comportamentos na medida do possível, estando desta forma a valorizar e estimular a sua autonomia. 



http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=68

Diabetes infantil e suas fases

A criança aceita as limitações do diagnóstico por ser ainda o centro das atenções e, muitas vezes, superprotegida pelos pais. Só com o tempo a criança percebe que limitações, como comer doce, cuidados com os pés, aplicação da insulina diariamente, são irreversíveis. Para a criança é difícil associar a picada da agulha à obtenção de bem-estar físico. Assim, o diabetes é sentido como punição, ou seja, a injeção adquire conotação de "castigo" por algo feito. Os pais, por outro lado, no momento do diagnóstico, acabam sentindo-se culpados, por acreditarem haver transmitido o diabetes para o filho, e neste caso, tendem a relacionar o diabetes com transmissão genética, como se tivessem "gerado errado o filho".

Na evolução da doença, é importante ressaltar que tanto os pais quanto a criança passam por algumas fases bem características:

Negação: agem como se não existisse o diagnóstico, ou seja, continuam com os mesmos hábitos alimentares, não fazem uso da insulina, alegando uma série de justificativas, atuam como se estivessem com total saúde.

Revolta: surge quando os sintomas da primeira fase se intensificam. Tendem a apresentar atitudes de rebeldia e um constante questionamento de "por que comigo?", fazem comparações com outras pessoas e um mau controle metabólico.

Barganha: nesta fase se faz pressente a busca de "processos mágicos" para garantir a cura, tais como "chás contra diabetes", pílulas miraculosas", "garrafadas" e simpatias, ou fazem o controle da doença de forma compulsiva. visando recompensa.

Aceitação: é uma transformação gradativa no comportamento, que gera conscientização e adaptação em relação à doença, levando a uma responsabilidade pelo seu estado geral.

 

Em todas estas fases, cabe ao profissional conscientizar o paciente e/ou a família a respeito desses fatores, no sentido de encaminhar o tratamento para um controle saudável.

Estas fases são dinâmicas, podendo ser alternadas, até a elaboração.

Observa-se, também, que a forma como os pais lidam com o diagnóstico acaba sendo determinante na aceitação da doença. Pais que se sentem muito ansiosos frente à doença acabam vivenciando inseguranças e angústia, e em função disto, tendem a agir com seus filhos de forma permissiva: às vezes o doce é permitido, como uma forma de compensar a ansiedade dos pais; ou, se o filho não quiser tomar insulina, por insegurança, os pais acabam aceitando as transgressões do tratamento. Com o passar do tempo, a criança vai percebendo que pode fazer "uso" do diabetes para a obtenção de coisas. Por exemplo, passar mal torna-se um meio de ter determinado carinho ou coisa material, e com isso, manipula os pais e as demais pessoas com a doença. Isto é o que se chama "ganho secundário da doença". Por outro lado, se os pais tomam atitudes superprotetoras, acabam por impedir o filho de exercer atividades normais, o que gera muita insegurança.

 

Diabetes na adolescência

Na adolescência existem transformações físicas e emocionais características; é um período de revisão e questionamento dos valores, momento de instauração da identidade. Com o diabetes, esses conflitos se intensificam e a doença, aqui, é vista como repressora: para o adolescente, qualquer atitude contrária a esses novos valores, que ainda são confusos para o próprio jovem, é visto como autoritarismo, algo que o reprime e impede. Neste contexto, o diabetes é sentido como algo que muda sua vida e o discrimina das outras pessoas.

É comum o adolescente com diabetes desafiar a doença: em vez de tomar duas doses de insulina prescritas, toma apenas uma "para ver o que acontece". Se não estiver conscientizado, o adolescente poderá também usar o diabetes para agredir as pessoas, especialmente os pais, imputando a eles a responsabilidade do tratamento, mesmo que haja algumas complicações agudas, tais como hiperglicemia (aumento de açúcar no sangue) ou hipoglicemia (diminuição de açúcar no sangue). Isso não garante um controle adequado, pois é próprio do adolescente sentir que "pode tudo" (atitude onipotente): arrisca, na medida em que se sente "tolhido" pela doença.

Também apresentam-se como vítimas do meio e a enfermidade pode justificar sua incapacidade, indecisão e falta de êxito. Dunbar observou que os pacientes diabéticos jovens imputam ao médico sua falta de cooperação, baseada em uma "docilidade", ou culpam o médico ou as circunstâncias da vida pelo fracasso do controle metabólico.

 
                                   A vivência de uma doença crônica como o diabetes, pelo paciente e pela família, 

                             vai depender de vários fatores, como sexo, idade, vivência pessoal, que resultarão 
em uma dinâmica de reações frente às diversidade.


                                              Sabe-se que não é o diabetes que determina o tipo de personalidade, 

                              mas sim como cada pessoa com determinado tipo de personalidade lida com a doença.
              Por exemplo, pessoas com personalidade mais depressiva tendem a encarar a doença de forma autocomiserativa; pessoas com características mais saudáveis tendem a um autocontrole maior.





A  família
Muitas vezes o diabetes atua como exacerbador de todas as deficiências e conflitos familiares, sendo o portador depositário dessas dificuldades e frustrações. O diabetes atuaria como um agente de alteração na homeostase familiar. Famílias com padrões e estruturas muito rígidas tendem a lidar com a doença e com o paciente da mesma forma, ou seja, não permitem determinadas condutas ou ações do filho diabético, alegando riscos.

Muitas vezes, na fase da revolta do paciente, as família não conseguem lidar com isso e assumem a agressividade como sendo dirigida a eles (família), quando na verdade não o é. Isto torna o controle da doença muito prejudicado. Além disso, pais com pouca informação e com distorções sobre a doença tendem a produzir ansiedade, que passam para o paciente.

A rejeição dos pais em relação à doença pode acabar fazendo com que o doente a use para obter a atenção destes. Pais com uma dinâmica de medo e culpa tendem a restringir o paciente, prejudicando o desenvolvimento da sua personalidade. Observa-se também que atitudes superprotetoras levam o paciente a depender excessivamente da família. A preocupação constante dos pais refere-se a aplicação de insulina, ao futuro em relação à saúde, ao que pode ou não fazer, à dieta, às atividades físicas. Minuchim ao falar das famílias psicossomáticas relata: famílias com ausência de resolução de conflitos mostram distância entre os membros, mas, ao mesmo tempo, estabelecem um vínculo simbiótico, ficando o paciente como um depositário das neuroses familiares. Relata ainda que o sistema familiar tem propriedades de autoperpetuação. Isto significa que os vínculos que são modificados pela psicoterapia são mantidos um vez produzida uma mudança na família. É importante um trabalho educativo e psicoterápico também com a família, de forma que o vínculo paciente/doença/família seja resolvido de forma adaptativa e consciente. Na evolução da doença, é importante ressaltar que tanto os pais como a criança passam por algumas fases bem características. Em todas elas, cabe ao profissional conscientizar o paciente e/ou a família, no sentido de encaminhar o tratamento para um controle saudável.

http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=2439
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