sábado, 26 de março de 2011

Crise de hipoglicemia




























Como é difícil lidar com os altos e baixos da glicemia... hoje a Giovana não quis jantar e, consequentemente tivemos problemas...
Ela teve uma crise de hipoglicemia, fato que à alguns meses atrás me deixaria em pânico.Hoje tiro de letra, é preocupante, mais sabendo o que fazer torna tudo mais fácil. A glicemia dela chegou a 45, dei para ela beber um copo de suco de laranja e em seguida ela comeu umas 3 bolachinhas de goiabinha...depois de mais ou menos 1 hora fizemos novamente o teste e a glicemia subiu pra 90. Graças a Deus agora a Giovana já sabe quando os sintomas aparecem, ela chega e me diz: "Mamãe estou meio enjoada...", fica chatinha, quer colo e, me olha como se eu fosse sua unica salvação naquele momento... quando olho pra ela, quase sempre está suando frio, aí já sabemos está com hipoglicemia... Sei que tudo na vida tem um preço, e pela minha filha estou sendo em busca de saber mais sobre o diabetes para poder estar sempre proporcionando para ela o seu bem estar. Agora acabei de colocar meu anjinho na cama...são 0:15hs, sempre depois de uma crise ela demora um pouco a pegar no sono, mais sei que seu soninho está bem protegido..Deus está com ela todos os momentos e comigo também, me  ajudando e me dando forças para caminhar lado a lado com meu docinho chamado Gigi... Boa noite!!!!


Dulcinéia ( mãe da gigi)

terça-feira, 22 de março de 2011

Novo caminho para tornar o tratamento do diabetes mais eficaz



Um biofármaco que acaba de ser desenvolvido por pesquisadores da UFRJ, pode representar um novo caminho para tornar o tratamento do diabetes mais eficaz

Um biofármaco que acaba de ser desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – e que já teve seu pedido de patente depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) – pode representar um novo caminho para tornar o tratamento do diabetes mais eficaz. O medicamento, produzido no Laboratório de Biotecnologia Farmacêutica da universidade (BiotecFar), é baseado em um sistema de liberação prolongada de amilina humana e tem como objetivo oferecer aos diabéticos um melhor controle da glicemia. 
Trocando em miúdos, a amilina é um hormônio produzido naturalmente no pâncreas (pelas células beta), que desempenha um papel fundamental em diversos órgãos, inclusive para equilibrar os níveis de glicose. Este hormônio é cosecretado com a insulina, exercendo conjuntamente papéis importantes na regulação metabólica. "Mesmo pacientes diabéticos que fazem uso da insulina possuem dificuldades de controle dos níveis de glicose no sangue", explica o professor da UFRJ Luís Maurício Lima, coordenador do projeto que teve início em 2009. 
Atualmente, o tratamento para diabetes leva em conta apenas a reposição de insulina, deixando de lado a reposição da amilina. Isso ocorre devido à dificuldade de desenvolver medicamentos a base de amilina humana, que é bastante insolúvel. "Ao contrário da insulina, que é livremente solúvel, a amilina humana tem um problema de agregação protéica, que inclusive é causa de diabetes amiloidogênica e ainda a razão da dificuldade de usar o hormônio natural terapeuticamente", afirma o farmacêutico. 
Para contornar esse obstáculo e desenvolver o novo medicamento, os pesquisadores do BiotecFar/UFRJ recorreram a um minucioso trabalho de nanobiotecnologia farmacêutica. No laboratório, eles encapsularam nanopartículas de amilina humana em partículas poliméricas biocompatíveis. Por serem tão pequenas, elas podem ser facilmente administradas por injeção subcutânea ou intramuscular e por terem como base polímeros biocompatíveis são naturalmente degradadas e eliminadas pelo organismos. Apesar de continuarem insolúveis, formam um depósito que vai se degradando aos poucos no local de aplicação. "Produzimos nanopartículas contendo amilina humana de 200 nanômetros, que é uma medida equivalente a cerca de um milionésimo de metro", conta Lima. 
Uma vantagem do uso de nanopartículas é a liberação contínua e lenta da amilina humana. Esta característica permite que as aplicações de amilina humana, sejam por injeções intramuscular ou subcutânea, não precisem ser diárias. "Esse detalhe é importante para manter a qualidade de vida do paciente diabético que já recebe doses diárias de insulina. Assim, o paciente não precisaria receber mais injeções diárias, de análogos solúveis de amilina, o que tornaria o tratamento mais desconfortável e menos próximo ao fisiológico por não se tratar da amilina humana. Podemos programar aplicações semanais ou até mensais", destaca o professor. "A ideia é que a reposição de amilina humana seja um tratamento complementar à reposição de insulina, para potencializar o controle da glicemia", completa.
O medicamento desenvolvido pelo projeto, que contou com apoio da FAPERJ por meio dos editais Jovem Cientista do Nosso Estado e Apoio às Instituições de Ensino e Pesquisa Sediadas no Estado do Rio de Janeiro, é uma alternativa ao uso de outro medicamento disponível no mercado americano para reposição da amilina: o pramlintide. "A diferença é que o pramlintide não é encontrado naturalmente no corpo e, por isso, pode causar alguns efeitos colaterais indesejados. Ele é uma substância análoga da amilina humana com alguns aminoácidos modificados para se tornar solúvel. Já a proposta da nossa equipe é oferecer um medicamento totalmente biocompatível", pondera Lima. 
Apesar do sucesso dos testes de controle de glicemia em camundongos, realizados no Laboratório de Biotecnologia Farmacêutica da universidade, ainda não há previsão de quando será possível viabilizar a chegada da amilina humana ao mercado. "Estamos em busca de parcerias com indústrias farmacêuticas e agências de fomento para realizar testes clínicos em humanos e, posteriormente, inserir o novo medicamento no mercado", conclui. Além do professor Luís Maurício Lima, fazem parte da equipe o doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas Luiz Henrique Guerreiro e os professores da Faculdade de Farmácia Eduardo Ricci e Mauro Sola Penna. 
Sobre o diabetes
O diabetes é uma doença metabólica caracterizada pela redução da quantidade de insulina secretada pelo pâncreas ou pela diminuição da sensibilidade do organismo à ação da insulina, o que eleva a quantidade de açúcar no sangue (hiperglicemia). Ele já é considerado uma epidemia associada à obesidade. De acordo com estatística divulgada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), um novo caso surge a cada cinco segundos no mundo. Cerca de 250 milhões de pessoas em todos os países tem diabetes e a projeção feita pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ano de 2030 é que esse número dobre. No Brasil, segundo a SBD, pelo menos 10 milhões de pessoas têm a doença – o equivalente a 5,9% da população brasileira. 


Fonte : http://www.confap.org.br

sexta-feira, 18 de março de 2011

Os principais sintomas do Diabetes Infantil

Diabetes tipo 1

Aumento rápido dos níveis de açúcar no sangue. 

Muita sede. 
Aumento de fome. 
Emagrecimento ou perda de peso. 
Aumento da frequência em urinar. 
Fraqueza, cansaço e tonturas. 
Cãimbras e formigamentos.

Diabetes tipo 2
Normalmente não apresenta sintomas, mas se a pessoa apresenta sintomas, estes podem incluir:
Sede.

Necessidade de urinar com frequência.   
Perda de peso.
Visão nublada.

A maioiria dos casos de diabetes tipo 2 se descobre durante uma consulta de rotina.

Diagnóstico do diabetes infantil

Quanto antes se diagnostique o diabetes, mais eficaz será o controle da doença. Por isso, se notar alguma alteração no comportamento do seu filho, procure o médico. Se o diabetes não for detectado e tratado a tempo, pode causar uma mudança brusca na taxa de glicose no sangue.
O diabetes normalmente é diagnosticado mediante uma análise que mede os níveis de glicose no sangue. A análise se realiza estando em jejum na noite anterior. Para o diabetes tipo 2, faz-se uma prova de tolerância oral à glicose. Realizam-se análises de sangue e de urina antes e depois de beber uma solução com glicose.

Como se trata das crianças e bebês com diabetes

O tratamento é diferente segundo o tipo do Diabetes. Para o Diabetes tipo 1, o tratamento normalmente é à base de aplicações de injeções de insulina diárias. O conteúdo depende muito da necessidade que tenha o paciente. Ao mesmo tempo faz-se o controle do nível de glicose no sangue.
O fornecimento gratuito de medicamentos e insumos pelos Estados ou Municípios é garantido pela Constituição Federal. Em algumas localidades a distribuição tem sido espontânea. Para saber se em sua região esse processo administrativo é eficaz, em que locais retirar e quais as quantidades ou tipos de medicamentos/insumos são fornecidos, é necessário que se dirija a uma unidade do SUS mais próxima de sua residência e questione na farmácia. Caso não lhe saibam informar ou informem que não há esse tipo de distribuição, a opção é o ingresso de uma ação judicial para exigir o cumprimento da Lei, cujo primeiro passo é consultar um advogado, seja ele público (defensoria pública) ou particular.
Para o Diabetes tipo 2, em regra geral, não é necessária a administração de medicamentos. Pode-se controlar a doença vigiando o índice de glicose no sangue, obedecendo a uma dieta adequada, e praticando exercícios físicos todos os dias.
No tratamento também se implica o estado emocional, social, além do médico e do paciente. Para que um tratamento seja efetivo, é necessário um trabalho educativo realizado entre pais, familiares, médicos, professores, e todos que tenham um contato mais direto com as crianças.

Estados de Glicemia



As complicações agudas do diabetes são aquelas que acontecem rapidamente ( hipoglicemia, hiperglicemia e cetoacidose ) e as complicações crônicas se desenvolvem ao longo de anos, com a neuropatia, nefropatia, retinopatia e vasculopatia.


HIPOGLICEMIA

È a alteração metabólica e clinica que se caracteriza pela queda dos níveis de glicose abaixo de 70 mg/dl e que se manifesta com variados sintomas de acordo com a duração e seriedade da mesma.
 Leve: 70 a 50 mg/dl
 Moderada: 50 a 30 mg/dl
 Severa: abaixo de 30 mg/dl, é grave e requer socorro médico urgente


SINTOMAS

 Sensação de fraqueza ou fome
 Tonturas
 Tremores, palpitações
 Sudorese, pele fria
 Convulsões
 Perda de consciência


CAUSAS

 Dose de medicação superior ao que é necessário
 Omissão ou diminuição da refeição, mantendo a mesma dose de medicação
 Aumento de atividade física ou realização de exercícios físicos não previstos
 Vômitos ou diarréia, fazendo uso de doses de medicação habituais.


HIPERGLICEMIA

È a elevação dos níveis de glicose no sangue, uma glicemia acima de 160 mg/dl, já é considerada como hiperglicemia. Ela acontece principalmente quando o tratamento com medicamentos ou insulina se torna insuficiente para sua alimentação e atividades diárias.


SINTOMAS

 Sede intensa, desidratação
 Volume urinário excessivo
 Fraqueza e tonturas
 Respiração acelerada
 Face avermelhada
 Dor abdominal


CAUSAS

 Doses de medicamentos ou insulina inferior ao necessário
 Abusos alimentares ou ingestão de doces
 Caso a medicação utilizada não seja mais a indicada para seu caso.
 Na ocorrência de gripe ou infecções de um modo geral


CETONAS

O corpo utiliza glicose como fonte de energia. A insulina ajuda a transferir a glicose do sangue para as células do corpo, de forma que ela possa ser usada como fonte de energia. Porém, caso a glicose no sangue aumente ( hiperglicemia ) e não possa passar para as células, o corpo queima gorduras como energia no lugar da glicose, produzindo cetonas, intoxicando o sangue o que é muito perigoso.
Sempre que o nível de glicose no sangue estiver acima de 240 mg/dl durante alguns dias, é importante testar o nível de cetonas.


SINTOMAS

3 Além de todos os sintomas referentes ao estado de hiperglicemia
2 Hálito cetônico ou de maça podre
1 Emagrecimento


A presença de cetonas seja em medições na urina e no sangue é muito perigosa e pode levar o diabético a um coma por cetoacidose, sendo que o tratamento da mesma deve ser feito no hospital, pois requer hidratação do paciente, além de reposição e normalização de eletrólitos e regularização dos níveis de glicemia.


Causas da Cetoacidose : 

As mais ocorrentes causas de cetoacidose é a falta de insulina e o aumento de hormônios contra reguladores como glucagon, adrenalina, hormônio do crescimento e cortisona. Esses hormônios aumentam em situações de stress emocional e doenças agudas como as infecciosas, desde gripe até as mais graves.Assim o paciente diabético que usa insulina como meio de tratamento pode, em algumas situações necessitar um aumento de dose  para compensar o aumento dos hormônios que tem efeito contrário à insulina.Das causas de cetoacidose as mais importantes são as que resultam de processos infecciosos : assim diabéticos que estão em situação de infecção, necessitariam de uma avaliação mais freqüente para que seja evitada a cetoacidose diabética.

A auto monitorização da glicemia e cetonas com uso de fitas e glicosimetros possibilita a família, ao paciente e a seu médico uma avaliação mais precisa da necessidade de insulina e uma possibilidade maior de se evitar a cetoacidose ou diagnosticar a presença de cetonas. 

Até mesmo em pacientes cuja dificuldade de fazer esta avaliação por meio da urina existe, pois usualmente a medição de cetonas é feita na urina, mas em alguns casos como pacientes muito desidratados, bebês, idosos, portadores de bexiga neurogênica, problemas renais, existe uma dificuldade maior na realização desse exame, atualmente no mercado nacional os diabéticos ( até mesmo por praticidade ) tem a possibilidade de avaliar as cetonas e glicose, em um mesmo equipamento, o que facilita o monitoramento e representa um avanço no controle do Diabetes.
 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Parabéns Princesinha!!!!!!!

 A minha doce Gigi, completou 5 aninhos.. e como toda criança quis uma festinha cheia de doces e guloseimas... que para os diabéticos é algo proibido!!! Mas como negar isso para uma criança? Impossível... Conversei com minha filha e expliquei o quanto ela poderia comer para não passar mal depois da festa. Em situações assim, não adianta proibir, pois tudo que é negado para uma criança diabética, desperta nela maior interesse. E não devemos esquecer que nas festinhas infantis à sempre muitas brincadeiras, a criançada corre, pula e isso, faz com que a glicemia caia um pouco...pelo menos isso funciona com a Giovana.
Não proíbo a Gigi de ir a nenhuma festa, procuro sim orientá-la sobre e que comer e a quantidade... nossas crianças são muito espertas e se bem orientadas, não teremos problemas.
quem vê essa foto da Gigi ao lado de um delicioso bolo de chocolate...deve estar imaginado, que tortura para essa criança!!!
mais não é bem assim, desde que descobrimos o diabetes da Giovana, sempre explicamos pra ela tudo o que acontece quando ela como açúcar, e assim acontece com todos os procedimentos do dia a dia da Gigi, diante disso não existe surpresas e nem mesmo ela fica ansiosa, ela come o seu pedaço e fica satisfeita, principalmente por não ser algo "proíbido".
tomando essa postura, não temos problemas quanto à alimentação, procuramos durante a semana consumir produtos diet, e nos fins de semana algumas guloseimas são liberadas..mais tudo sempre dentro do controle...pois diabetes e açúcar...não combinam!!!!!!!!!!


Dulcinéia ( mãe da gigi)

Cetoacidose Diabética

Cetoacidose Diabética   


A cetoacidose diabética consiste em uma complicação do diabetes mellitus ocorrendo, principalmente, nos pacientes portadores do diabetes tipo l. De forma geral, pode-se entendê-la como uma falta de insulina para uma determinada necessidade. Por exemplo, se um paciente vem sendo, habitualmente, controlado com uso diário de 50 U de insulina e reduz a dosagem sem orientação médica, poderá apresentar cetoacidose. Outro exemplo relaciona-se com a presença de infecções quando o metabolismo orgãnico aumenta, ocorrendo a necessidade de doses maiores de insulina.


A insulina é o hormônio responsável pelo aproveitamento da glicose no organismo, funcionando como uma chave de abertura das células permitindo a entrada do açúcar. Quando ocorre, por qualquer razão, uma carência de insulina, as células se vêem privadas de seu principal combustível, ou seja, da glicose. Nesta situação 0 organismo vai exigir outras fontes de energia que não necessitem da insulina para seu aproveitamento, recorrendo aos depósitos de gordura. Para esse aproveitamento da gordura corporal como fonte energética, ela é então transformada em ácidos, conhecidos como corpos cetônicos, que serão utilizados como fonte de alimento para as células. A persistência da carência absoluta ou relativa de insulina faz com que se eleve muito os níveis desses ácidos no sangue, tornando-o acidificado, o que é extremamente danoso para o organismo.


Concomitantemente ocorre acúmulo a glicose sangüínea que não está sendo aproveitada pelas células elevando a taxa da glicemia a níveis muito altos. A acidose sangüínea e a hiperglicemia conduzem aos sintomas típicos da cetoacidose, tais como sede excessiva, volume urinário elevado, mal estar, desidratação, náuseas e vômitos, respiração acelerada e dores abdominais. Se não tratada pode evoluir para um quadro comatoso, chamado de coma diabético. É importante ressaltar que níveis elevados de glicemia sem acidose sangüínea não caracterizam o quadro de cetoacidose. Pacientes mal controlados, utilizando doses insuficientes de insulina, podem apresentar níveis elevados de glicemia mas com insulina bastante para evitar a instalação da acidose. Portadores de diabetes do tipo 2 apresentam eventualmente cetoacidose quando acometidos de infeções graves ou traumas.


As causas mais freqüentes de cetoacidose em diabéticos do tipo 1 são as infecções, (urinárias, pulmonares, dentárias, entre outras) o uso inadequado ou em doses insuficientes de insulina, ou ainda a omissão de aplicação da insulina. É comum o diagnóstico de diabetes do tipo 1 ocorrer em indivíduos que não tinham conhecimento de sua condição de portadores de diabetes e apresentando quadro de cetoacidose. É importante a atenção aos sintomas descritos para possibilitar a pronta correção. Atualmente, são disponíveis no mercado uma variedade de fitas que detectam a presença dos corpos cetônicos, urinários e sanguineos. O usuário de insulina, ao sentir dor abdominal, odor de acetona no hálito e taxas de glicemia persistentemente elevadas (acima de 250 mg/dl) devem verificar a presença de corpos cetônicos, na urina ou no sangue. Evidenciada a hiperglicemia com corpos cetônicos, positivos na urina ou sangue devem buscar imediato auxílio médico para correção da cetoacidose. O médico avaliará a presença de infecção, necessidade de aumento de dose de insulina e hidratacão orientando 0 tratamento da cetoacidose. Corretamente identificada e tratada, a cetoacidose diabética é absolutamente curável. Todo usuário de insulina deve manter em estoque as fitas de controle de glicemia e os aparelhos de medição, chamados glicosímetros e também fitas para pesquisa de corpos cetônicos, urinários ou sanguineos.

Algumas regras ajudam na prevenção do estabelecimento da cetoacidose. 


a) manter sempre em casa um frasco de insulina de ação rápida para correção de descompensações do diabetes. 

b) estar sempre atento ao uso correto da dosagem de insulina e estar seguro de que não omitiu doses. 

c) diante da presença de uma infecção conhecida, como dor de garganta, infecção urinária, resfriados ou presença de febres, realizar 3 a 4 vezes ao dia o controle da glicemia e pesquisar corpos cetônicos, na urina ou sangue. 

d) fazer controle glicémico antes da prática de atividades físicas. Diante de níveis superiores a 300 mg/dl os exercícios devem ser evitados. 

e) na presença de qualquer dos sintomas referidos de cetoacidose, realizar controle de glicemia e pesquisa de corpos cetônicos, na urina ou sangue. 

f) em caso de glicemias persistentemente maiores que 250 mg/dl, também proceder a pesquisa na urina ou sangue. 

Finalmente, ao suspeitar de cetoacidose, procurar imediatamente o seu médico ou um hospital.



Dr. André Fernandes Reis é endocrinologísta da Escola Paulista de Medicina.


http://www.portaldiabetes.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=433

Novo dispositivo pode facilitar testes de glicose


Quem tem diabetes sabe que precisa monitorar a glicose todos os dias. Agora, novo dispositivo desenvolvido por cientistas da Arizona State University e médicos da Clínica Mayo vai acabar com as picadas diárias nos dedos. O sensor desenvolvido por eles mede a quantidade de glicose presente nas lágrimas do paciente.
Os pesquisadores afirmam que a glicose presente nas lágrimas pode indicar a quantidade dessa substância presente no organismo com mais precisão do que a do sangue. Jeffrey T. LaBelle, bioengenheiro responsável pelo estudo, diz que o problema com as atuais tecnologias de auto-monitoramento de glicose no sangue não é tanto o sensor, mas a dolorosa picada no dedo que faz as pessoas relutem em realizar o teste.
“Esta nova tecnologia pode encorajar os pacientes a verificar o açúcar presente em seu sangue mais frequentemente, o que poderia levar a um melhor controle de seu diabetes com um simples toque nos olhos", afirma LaBelle.
Desde que foi publicado no Journal of Diabetes Science and Technolog, no final de 2010, o estudo tem despertado o interesse da comunidade cientifica e de entidades que estimulam o desenvolvimento tecnológico. Para se comercializado, o sensor deve passar por testes em humanos para que sua eficácia seja comprovada.


http://www.aspafar.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=139:novo-dispositivo-pode-facilitar-testes-de-glicose&catid=48:noticia-no-mundo&Itemid=118


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